quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Depois ficam falando de ...

Rola na rede





Sonho de qualquer designer
 
A fabricante norte-americana das sopas de tomate Campbell lançou uma edição limitada com latas decoradas com reproduções de obras e frases do artista Andy Warhol. As latas especiais com a homenagem ao artista pop foram vendidas nos supermercados da rede Target a partir do último domingo (2 de setembro). Nos anos 1960, a sopa enlatada, popular nos Estados Unidos, foi um dos temas nas pinturas de Andy Warhol, um dos líderes do movimento que ficou conhecido como pop arte.
 

Para saber mais quem foi Andy Warhol, consulte:



Spoleto - História com os
fundadores Mário Chady
e Eduardo Ourivio

Eduardo e Mário são amigos de infância e passaram a vida empreendendo juntos. Depois de muitos desafios superados - incluindo uma falência escondida dos sócios, hoje são donos do Grupo Trigo, que controla as marcas Spoleto, Koni Store e Domino's, com operação em diversos países do mundo. Conheça a trajetória dessa dupla empreendedora em mais um incrível Day1 promovido pela Endeavor Brasil.  




As dificuldades da direção
de criação na publicidade
       
 
Dificuldade em encontrar talentos, como passar um feedback para os criativos, a possibi-lidade de os diretores de criação continuarem “botando a mão na massa” para criar e o que fazer para "fcar antenado"foram algumas das questões levantadas na mesa "Os desafios da direção de criação".
 
Anselmo Ramos (Ogilvy & Mather) mediou o bate-papo, levantando bolas para serem cor-tadas por Marcelo Reis (Leo Burnett Tailor Made), Ícaro Doria (Wieden+Kennedy São Paulo), Marcos Medeiros (AlmapBBDO), Marco Versolato (DM9DDB), Manir Fadel (Lew’ Lara\TBWA), Fernando Nobre (BorghiErh/Lowe) e Rui Branquinho (Y&R), que refletiram e dividiram com o público suas opiniões sobre os temas.
 
Ramos começou o debate falando sobre a dificuldade de encontrar talentos no mercado de criação. "nde encontrar um talento? Como identificá-lo?" perguntou.
 
Para Versolato, antes de mais nada é necessário "estabelecer o que é um talento" . "É difícil ver a pasta do cara e saber se vai render na agência ou não. O melhor jeito é trabalhar com ele, ver se tem cabeça aberta. Tem muitos criativos egoístas que só pensam neles mesmos e não na agência", observou.
 
Nobre foi na mesma linha de raciocínio e afirmou que "portfólio não é tudo. Por meio dele você só consegue avaliar um pedaço da história". Ele observou ainda que mesmo com tanto avanço tecnológico, ainda há “muito portfólio só com anúncio de página dupla” e que o ideal é "xplorar vários meios, várias plataformas"
 
Versolato acrescentou que leva em consideração "a ambição de realizar as coisas", no mo-mento da seleção. Ele disse que quer saber o que o profissional faz além da publicidade, se faz fotografia, se tem banda. "Se faz coisas a mais mostra que é uma pessoa que quer rea-lizar. O cara que tem brilho nos olhos para realizar coisas não faz só publicidade, ele faz coisas pessoais bacanas. Isso eu levo muito em consideração", comentou.
 
Para Medeiros, a "vontade de realizar", citada por Versolato, é, inclusive, mais importante que o portfólio. "Se tem um bom portfólio e não tem vontade, não adianta".
 
Reis lembrou que, atualmente, as pessoas estão mandando muita pasta por email e que o ideal seria mandar os trabalhos fisicamente, como antigamente, para ficar na mesa do criativo. "Um email pode se perder na caixa de entrada do diretor. A pasta de verdade fica ali fritando até que uma hora alguém olha".
 
Já Branquinho destacou que geralmente os diretores de criação só vão procurar o talento quando mais necessitam. "Eu tento pensar sempre: se eu precisar amanhã de uma dupla junior, quem eu contrataria? Tento preparar o terreno. Isso porque quando você precisa de alguém para ontem, se não tiver um pouco dessa organização, acaba resolvendo o pro-blema com o que tem e não com o que poderia ser melhor".
 
Anselmo também questionou sobre como passar um feedback aos criativos, como tentar explicar o motivo pelo qual uma peça não é aprovada. Os profissionais da mesa concor-daram, em geral, que é importante dar diretrizes daquilo que se espera, mas que nem sempre isso é possível. Quase todos acham que dar apenas sim ou não é o caminho mais fácil e rápido mas não ajuda o jovem criativo a amadurecer profissionalmente e a evoluir a ideia.
 
Eles também ponderaram sobre a importância de, como diretores de criação, continuarem criando, apesar de nem sempre isso ser possível, já que precisam se debruçar sobre outras funções, muitas delas burocráticas, no dia a dia da empresa.
 
Os diretores de criação também comentaram sobre a necessidade de estarem "antenados", e que para isso, cercam-se de pessoas que trazem informações interessantes, desde amigos até profissionais da própria agência.
Fonte: JJ e CCSP - Clube de Criação de São Paulo
 
COMENTÁRIO
Para muito profissionais que conversamos, eles afirmam que há talentos o suficiente, mas faltam oportunidades - muitas vezes barradas pelos próprios publicitários mais velhos, que podem se sentir ameaçados. Há também uma excessiva exploração, com salários baixos, de publicitários mais jovens, assim como - por mais paradoxal que seja - uma desvalorização dos profissionais com mais idade (e experiência).
 
Reina a mediocridade - que é a média geral do mercado - e o egocentrismo egoísta.
Poucos talentos novos conseguem crescer rapidamente e falta ousadia para acreditar e apostar nos jovens que tem talento e força de vontade para crescer.
 
É preciso oxigenar as agências, os anunciantes e os publicitários de todas as idades e níveis de experiência, para as necessidades do mercado atual e futuro. Não basta ser só digital, como não basta ser só de mídia de massa.
 
Publicitar é muito, muito mais do que só criar e veicular anúncios.
 
É gerar e distribuir ideias e mensagens de vendas, para públicos selecionados, com eficiê-ncia.
 
Publicidade custa muito caro, muito mesmo, para admitir feelings e achologia, ou soluções simplistas e medíocres - que é o que se vê por aí, infelizmente (com raras exceções).
 
A ilustração abaixo demonstra bem o que os jovens publicitários pensam dos diretores de criação cheios de prêmios e soberba.
 
 
 
Anúncio criativo
 
 
 
 
Ratinho: Precisam acertar
a linguagem com a Classe C
 
 
 
O apresentador Ratinho foi a estrela do painel "Classe C sem Preconceito", que integrou a programação do primeiro dia do Novo Festival do CCSP. A palestra de Ratinho foi seguida de bate-papo que aconteceu no último sábado (01|setembro) entre ele, Glen Valente, diretor comercial do SBT, Hugo Rodrigues, COO & Chief Creative Officer das agências Publicis Brasil, Salles Chemistri e Publicis Dialog, e o público presente.
 
Ratinho afirmou que os publicitários precisam acertar a linguagem para falar com a Classe C. "Não adianta falar de um jeito que as pessoas não entendam. É preciso que se fale a lin-guagem do povo", disse o apresentador, ao iniciar seu pronunciamento ao público, que encheu o auditório Simon Bolivar do Memorial da América Latina, em São Paulo.
 
Ele ressaltou que a classe C em ascenção cresce no bolso, representando hoje 52% da popu-lação de nosso país, mas mantém seus mesmos costumes e cultura. "Os publicitários pre-cisam entender que o povo é diferente da elite. Ele é da oralidade, não gosta de escrever ou ler muito. Por isso, a simplicidade na expressão é fundamental para se cativar esse pú-blico. A simplicidade vende mais do que qualquer coisa na TV aberta", afirmou.
 
Ratinho considera já ter provado ao mercado que gosta do popular e disse que veio ao Novo Festival do CCSP para defender os programas populares na TV. "A classe C que está se con-solidando assiste muito pouco a TV a cabo. Ela compra a Net para ver Globo, SBT, Bandeirantes", afirmou.
 
"Quando vocês forem fazer uma campanha, não se esqueçam da Classe C, pois há uma ma-nia de publicitário ter vergonha do que é popular. Nós temos de começar a gostar de nós mesmos, nosso barulho, nosso jeito de vestir. O povo brasileiro é barulhento, simples e age de forma espontânea com muita facilidade", afirmou.
 
O apresentador julgou ser equivocada, por exemplo, quanto ao apelo popular, a estratégia de investimento de marketing da operadora de telefonia móvel Tim, que aposta no Blue Man Group como seus garotos propaganda. "Eles são ótimos showmen lá nos Estados Unidos, mas aqui ninguém sabe quem são esses caras pintados de azul. Por que, então, colocá-los pra fazer publicidade de celular?", questionou.
 
Ao responder uma pergunta de Rodrigues sobre a responsabilidade do Brasil de educar a população, Ratinho disse que "educar é uma coisa, impor conhecimento é outra coisa. Na minha opinião, não estamos educando, estamos impondo conceitos à população", argu-menta.
 
Ao falar da publicidade que está em veiculação no Brasil atualmente, o apresentador é in-cisivo:
"Não estamos vendo muito o que é a realidade do nosso povo. Na publicidade, entra muito o gosto pessoal do próprio publicitário que a criou, por isso eu digo que a publicidade pre-cisa se alinhar à linguagem popular".
Fonte: CCSP
 
 
 
Cerca de 30% dos seguidores
no Twitter são fakes (falsos) 
 
O número de seres humanos vivos te seguindo no Twitter pode ser significativamente menor do que o seu perfil de “seguidores” apresenta. Este infográfico abaixo mostra que muitas celebridades e políticos no Twitter - muitas vezes com milhões de seguidores - normalmente têm mais de 30% de seguidores falsos .
 
Então, o que é um seguidor falso? Poderia ser um bot ou alguém que criou uma conta no Twitter, seguido algumas pessoas e não está mais ativo. Há um monte de falsos perfis em sites como Twitter e Facebook . Qualquer pessoa pode comprar seguidores no Twitter usando um dos muitos serviços que promete seguidores ativos de cerca de US $ 1.000.
 
Este infográfico da Universidade de venda Sociais mostra algumas figuras-chave e empresas que têm seguidores falsos ou inativos, além de o quanto as empresas estão cobrando para aumentar seguidores no Twitter.
 
Uma nova ferramenta chamada Fakers , que mostra como muitos de seus seguidores são “fakes”, “inativo” ou “bom”, levou esta questão no centro das atenções. Com esta ferramenta, qualquer um pode descobrir como muitos de seus seguidores são legítimos e quantos são falsos.
 
Confiram:
 
 
Fonte: Mashable

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

As coisas acontecem, porém ...

Como identificar na equipe os
líderes que serão responsáveis
pelo crescimento?

Mauro Muratorio, que em seus 18 anos na Microsoft viveu intensamente o crescimento mundial da companhia, apresenta neste vídeo os fatores importantes para o crescimento de uma empresa e como o empreendedor deve gerenciá-los. Confira.
 
 



IBOPE é a 12ª maior empresa
de pesquisa no mundo
 
 
O Grupo IBOPE está muito perto de se tornar uma das 10 maiores empresas de pesquisa do mundo. Segundo a publicação Inside Research de agosto, a empresa avançou mais duas posições na lista das maiores e agora figura na 12ª colocação do Honomichl Top 25 Global Research Organizations.
 
O ranking leva em consideração as informações consolidadas por todas as empresas de pes-quisa no mundo no ano de 2011.
 
Há um ano, o IBOPE superava três posições, da 17ª para a 14ª colocação. Desde que integra a lista, o IBOPE é a única empresa latinoamericana presente entre as 25 maiores do mundo.
 
Transnacionalização
Em outra publicação recente, a Fundação Dom Cabral posiciona o Grupo IBOPE como a sexta companhia mais transnacional do Brasil. Em sua 7ª edição, o Ranking das Transna-cionais Brasileiras apresenta um retrato da realidade das empresas do Brasil com atuação no exterior e reflete o momento atual de internacionalização no Brasil.
 
O índice considera o peso das filiais estrangeiras no faturamento da empresa, o número de países onde está presente, os ativos que tem no exterior e a quantidade de colaboradores em atividade fora do País. Quando considerado apenas o indicador de funcionários no exterior, o IBOPE aparece na segunda colocação.

 
 
Inaf aponta o perfil do
analfabeto funcional brasileiro
 
 
Na última década, o Brasil avançou na área da educação, ampliando o acesso ao ensino básico e superior em todas as regiões do país, porém os dados levantados pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) entre 2001 e 2011 demonstram que a realidade ainda está longe de ser a ideal para o pleno desenvolvimento da sociedade brasileira.
 
Segundo os últimos dados do Inaf, divulgados em julho de 2012, o número de analfabetos funcionais totaliza 20% dos brasileiros entre 15 e 49 anos, o que representa uma redução de 13 pontos percentuais na comparação com o índice de 2001 (33%).
 
Os avanços são verificados principalmente na transição do analfabetismo absoluto ou da alfabetização rudimentar para o nível básico de habilidades de leitura, escrita e matemática. Desta forma, a proporção neste último nível foi a que mais cresceu, passando de 37% para 50% da população nesta faixa etária. Entretanto, a alfabetização plena, que supostamente deveria ser atingida ao se completar o ensino fundamental, permaneceu em torno dos 30% no período.
 
De acordo com os dados de 2011, quando comparados os percentuais de analfabetismo funcional entre as regiões do Brasil, nota-se que o Nordeste e o Sudeste tiveram melhorias mais significativas: de 45% para 29% e de 32% para 14%, respectivamente. Já em relação à faixa etária, o destaque é para aqueles entre 35 e 49 (de 46% para 30%), ainda que perma-neçam como a faixa na qual há mais analfabetos funcionais.
 
A baixa renda é outro fator relacionado ao grupo de analfabetos funcionais do País. Daque-les que têm renda familiar de até um salário mínimo 38% são considerados analfabetos funcionais, enquanto que este número cai para 6% dentre aqueles com renda familiar supe-rior a 5 salários mínimos.
 
Já em relação à etnia, os números são mais expressivos na população que se auto-denomina como preta/negra, ou seja, 29% destes podem ser considerados analfabetos funcionais, enquanto esse valor é de 23% entre os pardos e de 14% entre os brancos.
 
Sobre o Inaf
O Inaf avalia as habilidades de escrita, leitura e matemática da população brasileira, classi-ficando os resultados em quatro níveis:
 
1| Analfabetos Funcionais:
• Analfabetos: não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços, etc.).
• Alfabetizados: em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos e familiares (como, por exemplo, um anúncio ou pequena carta), leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pe-quenas quantias.
 
2|Funcionalmente Alfabetizados:
• Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, re-solvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de pro-porcionalidade.
• Alfabetizados em nível pleno: pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos usuais: leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam infe-rências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planeja-mento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos.



Estudo aponta novos caminhos
para a comunicação entre
as marcas e o consumidor
 
 
As inovações tecnológicas mudaram o cotidiano das pessoas e operam uma revolução no período em que vivemos, denominado por alguns sociólogos como a pós-modernidade. E na busca por uma melhor compreensão das mudanças que acontecem em nosso tempo, a Millward Brown do Brasil, empresa parceira do IBOPE, desenvolveu um estudo com base na sociologia e na antropologia aplicadas à realidade de mercado.
 
O objetivo foi identificar como o consumidor é afetado pelas novas tecnologias apontando assim caminhos para as marcas desenvolverem um relacionamento mais próximo e direto com seus públicos.
 
“Presenciamos o fim das grandes verdades. Nos últimos séculos, assistimos às crises da Igreja, do Estado e da Família. Agora com a proliferação das mídias digitais, temos a multiplicação de discursos e visões de mundo. Já que as novas mídias permitem a produção pessoal de conteúdo”, explica Lívia Bellato, analista de pesquisa de mercado e uma das autoras do estudo.
 
Segundo a especialista, o novo contexto tecnológico traz junto com as facilidades de comunicação, efemeridade, falta de referências e crise da identidade do indivíduo, que levam as pessoas à formação das tribos urbanas, grupos unidos somente pela interação e pelo prazer de “estar junto”.
 
No que diz respeito ao consumidor, esse movimento de procura pelo grupo aponta ten-dências como busca pela qualidade de vida, sociabilização, humanização, flexibilidade e volubilidade, além do culto à participação e à expressão.
 
Com base nessas premissas, o estudo dá dicas para as marcas desenvolverem uma nova abordagem com seus consumidores. “Para estreitar o vínculo com o consumidor as marcas devem ultrapassar os limites dos benefícios básicos e funcionais de seus produtos, devem promover a interatividade e construir um relacionamento significativo com o consumidor”, explica a analista.
 
A especialista aponta também algumas alternativas já encontradas pelas marcas para essa nova relação com o consumidor, como a aplicação do conceito de branding, exploração da sensorialidade na comunicação, geração de entretenimento, adaptação das marcas a valores locais e estimulação do protagonismo do consumidor.
 
Mas ainda há espaço para novas iniciativas. “As fanpages das redes sociais, por exemplo, são um grande desafio para as marcas. É preciso mais criatividade, dinamismo, compar-tilhamento de informação e, principalmente, mais estímulo à participação do usuário na concepção das páginas das marcas”, complementa.
 
Clique aqui e leia na íntegra o artigo publicado no Meio & Mensagem



Conheça as principais características
de quem joga videogame no Brasil
 
 
De crianças a adultos, os videogames divertem e entretêm uma parcela expressiva da população no Brasil. Segundo dados do Target Group Index, do IBOPE Media, 41% das pessoas nas principais regiões metropolitanas afirmam possuir um console de videogame. O estudo analisa um universo de 69,5 milhões de brasileiros.
 
Do total de gamers, 31,5% são mulheres e 68,5% homens. Com a predominância de jogadores masculinos, não causa surpresa que os jogos preferidos sejam os de ação (66%), esportes (65%) e aventura (62%).
 
Outra preferência do jogador são os aparelhos que se conectam à TV. 82% dos usuários optam por esse tipo de modelo, ante 22% que utilizam os aparelhos de mãos.
 
Porém, mais que o modelo de videogame, o tipo do jogo exerce influência sobre os hábitos dos jogadores. Quando é online a média de tempo jogado chega a 5h14min semanais, quantidade que cai para 3h22min nos jogos portáteis.
 
Entre as preferências, há também predominância do período da tarde para praticar a ativi-dade. Vale lembrar que 39,4% dos jogadores têm entre 12 e 19 anos, ou seja, muitos ainda estão em idade escolar.
 
Mas existe também uma boa parcela de jogadores mais velhos com idades entre 25 e 34 anos, eles correspondem a 24,4% do grupo. Considerando os gamers de todas as faixas etá-rias, o grupo se concentra na classe AB (49,8%) e C (45,2%).
Fonte:Ibope

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Senta que lá vem história

Falando ainda sobre a Gina
 
A personagem que foi resgatada na última intervenção irreverente de um jovem chamado Ricck Lopes, já fazia muito sucesso lá pelos anos 70. Aqui ela aparece em um comercial do grande veículo Opala 73. Observem a sua fala. Depois...
 
 
 
 
Por molho de tomate, Jotalhão volta à TV
No filme, elefante fica corado ao ser elogiado e
chamado de "máximo", por render tanto 
 
 
Foram 13 anos de jejum, mas a partir do último sábado 1º o elefante Jotalhão, personagem de Mauricio de Sousa, voltou à mídia como garoto-propaganda. E, a exemplo de sua última investida, a serviço de uma marca de extrato de tomate. A intenção da Cargill, dona da marca Elefante, é manter a liderança de mercado e de lembrança de marca. O slogan da campanha da Talent é “Elefante, o preferido do Brasil”.
 
Além do filme para TV (que será veiculado em sete estados), a campanha contempla mer-chandising no Mais Você, da Rede Globo, e no Hoje em Dia, da Record. Na internet, haverá inserções em sites de culinária. Assinam a criação David Romanetto e Daniel Chagas Mar-tins, com direção de João Livi, Alexandre Nego Lee e Rodrigo Bombana. A produção é da Prodigo, com direção de Sylvia Sendacz. A Mauricio de Sousa Produções cuidou da ani-mação.
Fonte:Brainstorming 
 
Não deixe de curtir também alguns dos comerciais antigos do personagem que volta à cena. Confira e veja como a comunicação evoluiu, mas a essência permanece a mesma.
 
 
 
 
 
SBT propõe comercial de 37 segundos
 
 
 
Sete segundos a mais. É isso que o SBT está propondo como estratégia para estreitar ainda mais seus laços com o mercado publicitário - aproveitando, obviamente, o bom período que vivencia em termos de audiência. A emissora já começou a apresentar às grandes agências do País um novo modelo comercial que permite a exibição de filmes de 37 segundos, cuja concepção foi elaborada pela Publicis, agência de publicidade do SBT.
 
O numero não foi proposto por acaso. De acordo com informações apuradas, o diretor co-mercial nacional da emissora, Glen Valente, usou sua própria experiência no mercado anun-ciante para tentar encontrar uma solução atrativa para que as marcas pudessem passar sua mensagem com um tempo um pouco maior. Segundo ele, com sete segundos adicionais, um varejista consegue, por exemplo, anunciar mais dois produtos do que é possível em um comercial de 30 segundos.
 
O modelo da Publicis ainda não foi testado na telinha, mas a emissora já começou uma roda-da de apresentações, com a apoio da estratégia de comunicação da empresa de relações pú-blicas Giusti. A partir dessa semana, cronômetros começaram a ser distribuídos para os criativos das agências, em uma analogia ao novo modelo de comercial.
 
Como forma de atrair a atenção das agência, o SBT propõe uma cobrança ‘promocional’ do novo modelo. Segundo informações, para experimentar uma exibição de 37 segundos, os anunciantes arcariam com o custo de um comercial de 33 segundos (considerando, para esse cálculo, o custo de cada segundo do filme publicitário). O comercial de 37 segundos foi apresentado para boa parte do mercado no último final de semana, durante o evento do Clube de Criação de São Paulo.
 
Esse novo modelo é mais uma estratégia da emissora no sentido de se aproximar do merca-do publicitário, sobretudo dos criativos, no mês em que celebra 31 anos e lança uma nova campanha, ressaltando sua forte ligação com o público. Neste ano, o SBT criou a premiação O Melhor Comercial de Comercial, destacando a campanha que, segundo jurados, foi a mais criativa veiculada em sua programação. Essa primeira edição do prêmio foi vencida pela Lew’Lara\TBWA, com o famoso case Pôneis Malditos.
 
Fonte: Meio&mensagem
 
 
 
Abap já fala com 1 milhão sobre publicidade infantil Plataforma Somos Todos Responsáveis teve 12 horas de conteúdos gravados e alcançou 9,8 mil "likes" no Facebook
 
 
A discussão em torno da publicidade infantil está quente na web, ao mesmo tempo em que tramita na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara o projeto de lei 5921/01 que pode proibir qualquer tipo de publicidade para este segmento da população. Por muitos anos, o discurso dominante em cima do tema era favorável à implementação do projeto.
 
Mas, há seis meses, a Associação Brasileira das Agências de Pubicidade (Abap) decidiu en-trar na conversa, lançando a plataforma de comunicação Somos Todos Responsáveis, em março.
 
O principal argumento é que a publicidade faz parte da vida e que simplesmente proibi-la está longe de ser a melhor saída para reduzir os problemas. Outro argumento defendido é que a publicidade tem seu mecanismo de autoregulamentação. Um levantamento do Con-selho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), ainda não divulgado oficial-mente, aponta que de 500 mil campanhas veiculadas entre setembro de 2006 a maio de 2012 na publicidade brasileira, somente 298 geraram abertura de casos de publicidade infantil, e 186 acabaram retirados do ar. O número é considerado muito baixo pelo conselho.
 
A ação Somos Todos Responsáveis já tem seus resultados. "A principal mudança é que foi estabelecido um debate, o que antes simplesmente não ocorria", aponta Alexandre Secco, presidente da Medialogue, empresa contratada pela Abap para criar e monitorar a plata-forma. Segundo ele, antes da campanha, cerca de 90% das menções ao tema eram negativas à bandeira da entidade. No estudo inicial, ele pesquisou uma base de 12 mil conteúdos na mídia e em 110 blogs com audiência relevante, afirma Secco.
 
Segundo Secco, cerca de 1 milhão de pessoas foram atingidas em todo o Brasil pelas mensa-gens do Somos Todos Responsáveis, e isso em um ambiente de 2 milhões de pessoas que estão engajadas de alguma forma neste debate.
 
Além disso, a página de Facebook do movimento teve 9,8 mil "likes" e 4 mil ações, entre compartilhamentos e comentários. Ainda não é possível mensurar a variação de opiniões em favor da Abap, já que ainda não há uma pesquisa sobre isso. "Mas é nítido que há muito mais opiniões positivas, com 150 menções espontâneas de tom favorável na mídia. Já houve, por exemplo, um editorial na Folha de S. Paulo, que tinha posição negativa, com tom favorável à bandeira da Abap.", afirma Secco.
 
O projeto de lei, caso passe pela comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Infor-mática, partiria para a Comissão de Constituição e Justiça, onde seria discutira a pertinência constitucional do PL. Somente então, seguiria para a plenária da Câmara, para entrar em votação.
 
O projeto Somos Todos Responsáveis é um dos temas em discussão na primeira Reunião Nacional da Abap realizada após o V Congresso Nacional da Indústria da Comunicação. O evento ocorreu na última sexta-feira, 31, em Gramado/RS.
Fonte:Meio&Mensagem
 
 
 
 
 
 

Obra coletiva
Moacir Moura*
 
 
 
Michelangelo foi um dos maiores artistas do período renascentista. Perguntado como con-seguiu esculpir a imagem de Moises com tamanha perfeição, quase uma estátua viva, respondeu com a humildade dos gênios:
 
“A imagem já estava pronta, o que fiz foi retirar
os excessos que haviam.”
 
Em geral as coisas já estão meio prontas, pelo menos na mente e no universo coletivo da empresa. Nós é que complicamos com processos burocráticos e pensamentos negativos. Em vez de retirarmos os excessos, nos preocupamos em acrescentar, emitindo ordens, criando regulamentos, impondo limites e engessando as pessoas.
 
Imaginamos que tudo na empresa acontece por nossa causa. Como tudo, uma empresa é um organismo vivo que erradia energia. A soma dos esforços individuais forma a energia do todo, do conjunto da organização, lojas, marcas e pessoas. Alguém já disse que duas coisas constroem mundos:
Pensamentos e palavras.
 
Mas o movimento é feito por suas ações concretas. No que se refere ao varejo, o mercado está pronto. Potencial disponível para você aproveitar com eficácia. Basta tirar os excessos da estátua de pedra e construir a sua obra de arte do varejo moveleiro, tal qual Miche-langelo.
 
Talvez o maior compromisso da sua empresa seja o de proporcionar felicidade para seus clientes atuais e futuros. O sonho da casa própria está começando a se concretizar para muitos em nosso país, cuja felicidade só se completa se essa unidade familiar for mobiliada adequadamente. Conforto, espaço, qualidade, design, crédito, serviços, essas coisas que complementam um bom produto. Encerram um sonho.
 
Em época de mercado desaquecido, as empresas ficam indolentes e trabalham com o freio de mão puxado. O moral e a criatividade perdem vigor. Nada gera mais eficiência do que mercado bombando. O risco é a empresa não perceber essas mudanças e continuar tra-balhando no ritmo anterior, desalinhada com a nova realidade. Um passo atrás das mu-danças.
 
Indiscutível que o planejamento é fundamental. A própria vida é um eterno planejar e rever. Mas a hora é de agir, executar, ir além do que planejamos. Colher o que plantamos ao longo do tempo, sem deixar de regar os novos campos. Entender os novos clientes que nos apresentam demandas diferentes.
 
Ótima oportunidade para aprender com eles, afinal são os melhores professores do mundo. Ninguém conhece mais um produto do que seus usuários. Quanto mais tivermos disposição para aprender, melhor poderemos atendê-los em todos os detalhes.
 
Já que somos mercadores de felicidade, devemos construir um ambiente de trabalho feliz. Melhor lugar para comprar. Excelente estação de trabalho para as pessoas exercerem sua vocação, liberando todo seu potencial. Centro de talentos, com verdadeiros Avatares trans-formadores do…
 
*Moacir Moura : é consultor especializado em coaching. Pós-graduado em
Gestão Estratégia de Varejo pela USP-PROVAR, autor do livro Os Segredos da
Loja que Vende, publicado pela Editora Campus, vídeos e manuais de atendimento.
 
 
 
 
 
 
Não basta fazer mais do mesmo,
é preciso evoluir
Flávio Moura*
 
 
Publiquei recentemente um texto em que discutia sobre a necessidade de alguns gestores saírem de suas zonas de conforto atuais, de ampliarem seu campo de visão e de buscarem alternativas para os problemas enfrentados. Hoje retomo novamente esse assunto, abor-dando algumas situações que infelizmente são cada vez mais comuns.
 
Conversando com empresários dos mais diversos ramos e níveis hierárquicos que atendo, com meus alunos universitários e outras pessoas com as quais mantenho um relaciona-mento mais informal, tenho percebido que muitos pensam somente no hoje, deixando o futuro nas mãos do acaso. Se pensarmos de forma poética, onde a máxima de que temos que viver o hoje e deixar o amanhã chegar, a situação parece-nos inspiradora, mas pensando na realidade que nos rodeia, o cenário é bem diferente.
 
Na prática, não podemos ficar parados esperando que algo milagroso aconteça e mude tudo em nossa vida. Concordo que a falta de oportunidades ainda é um problema para muitos em nosso país, mas as fontes de informações e os cursos de formação - técnica e/ou superior - estão cada vez mais acessíveis, dando oportunidades a profissionais que antes sequer po-deriam pensar em capacitação. Mas o que as pessoas estão fazendo com tudo isso?
 
Mesmo diante de um mercado fértil, onde as empresas tentam exaustivamente garimpar bons profissionais, alguns não conseguem atender as exigências e, conseqüentemente, pre-encher essa demanda. Talvez porque muitos ainda façam “mais do mesmo”, ou seja, mesmo tendo acesso a uma sobrecarga de informações, não sabem, tampouco se questionam, sobre como, quando e onde podem colocar tudo isso em prática.
 
Alguns ficam incomodados com essa situação e procuram mudar, outros permanecem míopes e acabam por adquirir a síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim…Gabriela…”.
 
É comum ouvir pessoas dizendo: “Esse meu diploma não serviu pra nada, continuo na mesma!” Mas será que já se perguntaram o porquê disso? O conhecimento não lhe servirá de nada se você não souber aplicá-lo, direcionando os esforços e buscando acima de tudo acrescentar ou aperfeiçoar algo.
 
É claro que nem todos querem crescer, mas para aqueles que almejam agarrar as opor-tunidades, é necessário ter muito mais do que apenas conhecimento. Precisam saber utilizar o conhecimento adquirido, pois na prática as empresas avaliam, além de um bom currículo, o que você aprendeu e como usa suas experiências.
 
A sociedade vem se transformando a cada dia e não estou falando apenas do avanço tecno-lógico, mas como associar esses recursos a fatores humanos, onde a criatividade, com-prometimento e a interpretação da informação agregam valor aos produtos ou serviços ofertados pelas organizações.
 
*Flávio Moura – Palestrante e consultor empresarial nas áreas de Gerenciamento
em Vendas e Gestão do Relacionamento com o Cliente, possui especializações em
Estratégia Empresarial e Empreendedorismo, bem como em Engenharia da
Produção e Logística. Além disto, atua como professor universitário em cursos
 de graduação e pós-graduação em várias instituições de ensino.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

TÁ BOMBANDO, SERÁ?

Ética para quê?
 
 
Antes de tentar responder a pergunta do título, confira no excelente artigo de Roberto Recinella no http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/etica-para-que/65642/?Cbvbn
 
 
 
Sony Xperia: Tablet imersiva
em um filme sem cortes
 
Sem cortes e num único take, o filme traz três diferentes cenários com as principais carac-terísticas: acessar internet, jogar e assistir


A Sony também aposta num mundo analógico, mas imersivo, para promover sua tablet Xperia. Em um filme sem cortes, num único take, os três diferentes cenários mostram as principais características: acessar internet, jogar e assistir. A criação é da McCann New York, com produção da Partizan.
Fonte: Brainstorm9
 
 
 
Caminhos para a mensuração
em mídias sociais
 
Como mensurar as mídias sociais? A pergunta aflige profissionais de comunicação na mes-ma medida em que as ações digitais se popularizam. Se, de um lado, modelos antigos de mensuração, como o equivalente publicitário, mostram-se inadequados, de outro, os modernos algoritmos para cálculo do retorno sobre investimento e engajamento ainda se mostram muito sofisticados para o cotidiano. O que fazer neste período de transição?
 
É preciso encontrar estratégias viáveis para mensurar campanhas. Com a constante evolu-ção das mídias sociais, isso significa não apenas ter agilidade, mas usar a criatividade para encontrar um jeito de mostrar o retorno.
 
Para um bom relatório de mídias sociais, o mais importante é que tenham sido definidos com clareza os objetivos da campanha. Sem eles, a tarefa de mensurar o sucesso de qualquer ação fica bem mais difícil. Como, infelizmente, a minoria das empresas define objetivos - pesquisa realizada pelo Brand Science Institute mostra que isso acontece em apenas 30% dos casos -, buscar alternativas torna-se essencial. O ideal seria contar com dados de vendas e algoritmos confiáveis, mas essas informações ainda não fazem parte da realidade de quem trabalha com mídias sociais.
 
Enquanto isso, estão ao alcance táticas como o bom e velho antes e depois, em que compa-ramos a exposição e o engajamento de marcas antes e depois da divulgação realizada. Ferramentas analíticas já disponíveis nas redes sociais e ferramentas de monitoramento pagas e gratuitas também são aliadas fundamentais. Gráficos, dados quantitativos e quali-tativos, tudo contribui para mostrar o retorno sobre investimento e engajamento, até porque as organizações valorizam indicadores diferentes. O ideal é preparar relatórios per-sonalizados com as métricas mais interessantes para cada cliente.
 
Em um evento voltado para design, tecnologia e arquitetura, por exemplo, eram esperados 300 participantes e os convites feitos exclusivamente pelas mídias sociais levaram 350 pessoas. Já um site de educação financeira pretendia aumentar seu tráfego em 10% no pri-meiro ano e, entre março de 2010 e agosto de 2011, o número de acessos cresceu mais de 140%. A divulgação de três novas linhas de pilhas em blogs e comunidades permitiu que a exposição total dos produtos subisse de 93 para 523 menções (462%), todas neutras ou positivas; atingiu 51 canais, com 1,8 milhão de internautas impactados. Comentários, compartilhamentos e outras métricas de engajamento foram usadas e conseguiram de-monstrar que as campanhas alcançaram os objetivos definidos.
 
Apesar disso, sabe-se que há muito a evoluir. É preciso fazer cruzamentos analíticos com métricas qualitativas, como, por exemplo, engajamento, reputação, sentimento, aumento de visibilidade e vínculos com o consumidor, entre outros aspectos. A quantidade de co-mentários ou “likes” de um post não é suficiente para uma análise completa, pois outras pessoas também podem ter sido impactadas por seu conteúdo, mesmo sem deixarem isso registrado. Assim, fica claro que a mensuração precisa dos resultados vai além do enga-jamento apurado - uma discussão ainda aberta e que reserva novos capítulos.
Fonte: Meio&Mensagem
 
 
 
Melhores carreiras do mundo digital
 
 
Mercado procura profissionais e oferece bons salários,
mas exige que eles tenham uma infinidade de características
técnicas e comportamentais
 
No mercado digital, há vagas de sobra e os salários - que maravilha - estão bem inflacio-nados. Cenário perfeito para quem quer fazer uma carreira de ascensão rápida, sem precisar se matar de trabalhar e ainda com excelente retorno financeiro. Certo? Nem tanto. Que há vagas ninguém contesta. Que os salários estão acima do que manda o bom senso também não. No entanto, quem quiser se candidatar a um desses postos pode se preparar para uma prova de fogo. As exigências das agências com seus profissionais também estão — se é que podemos usar essa palavra - um tanto “inflacionadas”, principalmente no que diz respeito a competências comportamentais. Atualmente, ser bom tecnicamente é um detalhe remediá-vel. 
 
Mapa das oportunidades
Para saber quem são os profissionais que agências e empresas estão procurando deses
pera-damente, a Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi) conduziu um levantamento exclusivo para ProXXIma dos cargos que elas não conseguem preencher e das características que mais buscam nos profissionais. Foram ouvidas cerca de 150 empresas.
 
O TOP5 dos cargos mais difíceis de preencher foi liderado por Programador, apontado por 73 dos entrevistados, Executivo Comercial e Novos Negócios, apontado por 54, Gerente de Projetos, citado por 51, Diretor de Planejamento, com 29, e Arquiteto de Informação, com 27, (veja na imagem abaixo). No total de 16 cargos, nove foram citados por 20 agências ou mais.
Já quando os assuntos são as características profissionais, apenas um de 12 itens foi citado por menos de 20 entrevistados (Sólida formação acadêmica, apontado por apenas 6). Esse TOP5 é composto pelas características “Criativo e inovador”, apontado por 80 agências, “Generalista”, com 72, “Conhecedor e pesquisador de ferramentas e novas tecnologias”, 70, “Comprometido com as metas e os valores da empresa”, 67, “Pontual e zeloso com prazos, orçamentos e regras”, com 57.
Para Jonatas Abbott, presidente da Abradi e sócio-diretor executivo da Dinamize, o levan-tamento ilustra bem o momento de crescimento do mercado digital brasileiro e o problema crônico de formação no Brasil. “Na prática, a grande queixa das agências é que elas acabam formando o profissional dentro de casa, mas com frequência o perdem para um concor-rente”, diz ele.
 
Disputados e bem pagos
Essa disputa por profissionais, claro, aquece o mercado e faz com que eles sejam cada vez mais valorizados, tendo mérito ou não para isso. O cargo de programador sênior, por exem-plo, foi valorizado 30% em um ano, segundo Jonatas. “O profissional de atendimento de uma hora para outra teve aumento de 40% e o diretor de mídia, de 50%”, ressalta. Qual a explicação? “A formação na área de mídia, por exemplo, é escassa e a procura por este tipo de profissional, comum nas agências de propaganda, aumentou em mais de 80% no mer-cado digital brasileiro”.
 
Além disso, é comum Jonatas ouvir de agências e empresas de tecnologia no Brasil que faltam bons comerciais, o segundo cargo mais apontado no ranking. “Há dois problemas aí: um na histórica carência de formação comercial no Brasil, onde ' vendedor' é um termo pejorativo e não uma profissão, e outro na falta de conhecimento da área pelos empreen-dedores de tecnologia”, diz ele. “O resultado é que os donos das agências são os vendedores da empresa e agem muito mais por reação do que por prospecção”.
Fonte:Revista Próxxima
  
 
 
Spoleto tira proveito de viral irônico
 
 
 
O sucesso de um viral ironizando o atendimento do Spoleto, que alcançou mais de 400 mil page views, mexeu com o anunciante. Mas ao invés de ir contra a iniciativa, a rede de res-taurantes de fast food aproveitou a situação, procurando os criadores do vídeo inicial para encomendar uma continuação, desta vez divulgando o seu serviço de atendimento ao cliente.
 
Ao ver no ar, no dia 13 de agosto, o vídeo de humor - na época com apenas 300 visualizações - criado pela Porta dos Fundos, que tem como sócio o comediante Fabio Porchat, o Spoleto propôs uma parceria. Sugeriu o patrocínio do canal da produtora no YouTube e alteração do nome do viral para Spoleto e ainda encomendou o vídeo Spoleto 2 – o retorno, que entrou no ar na última quarta-feira (29|agosto), no site Kibe Loco.
 
O objetivo da rede de restaurantes é valer-se da oportunidade para ativar o SAC da empresa. “A pressão faz parte do nosso modelo de negócio e da correria de uma refeição executiva, mas não toleramos um atendimento ruim, nem que os clientes se sintam tão pressionados como mostra de forma bem humorada o filme”, explica o diretor de marketing e franquia do Spoleto Antonio Moreira Leite.
 
A ação do Spoleto levou o irônico site Kibe Loco a elogiar a iniciativa do anunciante que ao invés de processar os criadores do vídeo, juntou-se a eles, em uma movimentação que não é usual no mercado.
 
A história da rede de fast food ganha este curioso desfecho na mesma semana em que a página do Facebook Gina Indelicada, uma bem humorada criação de um estudante de publicidade inspirada na famosa marca de palitos, alcança quase 2 milhões de seguidores. Apesar do sucesso, a empresa a frente da marca Gina ainda não capitalizou a publicidade instantânea que ganhou graças a piada com seu produto icônico.
 
Ambos os casos lembram ainda um outro, acontecido anteriormente, protagonizado pelo Bradesco. Um cliente que perdeu um cartão fez um comunicado em formato de poesia ao banco, em sua página no Facebook. Surpreendentemente, o Bradesco respondeu da mesma forma: com versos poéticos citando o correntista e o que deveria ser feito.
 
 
 
Uma aula de Administração
com Gina Indelicada
Fenômeno na internet nos ensina a enxergar
a administração além do óbvio
Leandro Vieira*

 
"Gina, me disseram que você tá falida, porque ninguém mais compra palitos, pois todos preferem fio dental...", comenta um usuário do Facebook. "É? Você come petiscos com fio dental? Deve ser legal brincar de laçar as fritas, né?", responde a personagem que atende pela alcunha de Gina Indelicada, identificada com o rosto da modelo Zofia Burk, aquela que virou sinônimo da marca de palitos Gina.
 
Com tiradas sarcásticas como essa, a fan page Gina Indelicada tornou-se um fenômeno no Facebook: em uma semana, ultrapassou 1 milhão de fãs, tirou do limbo a adormecida marca Gina e tornou-se o centro das atenções no meio digital - e fora dele. Ok, você aí do outro lado deve estar resmungando que se trata de mais um desses virais da internet que aparecem da noite pro dia e somem com a mesma velocidade - do dia pra noite. Certo? Pode até ser, mas o que está por trás do sucesso da Gina Indelicada interessa e muito para os administradores. Keep calm que eu explico.
 
Boa parte dos virais são não-intencionais. Uma família com sua webcam grava um vídeo cantando uma música e, bum!, explode na rede a febre "para nossa alegria". O colunista social se gaba em um comercial que sua filha está fazendo intercâmbio, e todo mundo passa a comentar a gafe, "menos Luiza, que está no Canadá". Um adolescente judeu grava um vídeo para comemorar o seu Bar Mitzvah, e quase que automaticamente passamos a cantarolar "eu sou Nissim Ourfali". Gina Indelicada é um viral diferente: ela foi criada inten-cionalmente para fazer sucesso. O detalhe: por um garoto de 19 anos, recém saído da pu-berdade.
 
Ricck Lopes, o jovem estudante de publicidade, já havia criado outra página popular no Facebook, dedicada a compartilhar imagens cômicas e outras bobagens que alimentam os botões de Curtir e Compartilhar da rede de Mark Zuckerberg. Essa fan page foi o seu labo-ratório para entender a dinâmica da rede social, como as pessoas se comportam, o que gera mais "curtidas" e compartilhamentos, o que gera comentários e, o mais importante, como engajar os internautas.
 
Com base no seu exercício de antropologia digital, Ricck observou que, tradicionalmente, as pessoas no Facebook reagem a um determinado conteúdo, seja curtindo, compartilhando ou comentando alguma postagem, e decidiu fazer algo diferente: colocá-las do mesmo lado do editor da página, ou seja, ajudando a criar esse conteúdo. A dinâmica é bastante simples: os usuários enviam uma pergunta e Gina Indelicada responde - à sua maneira, claro. E a diversão dos fãs faz o resto, espalhando os diálogos de Gina pela rede milhares e milhares de vezes.
 
E o que isso tem a ver com Administração? Tudo. Há algum tempo, as empresas se deram conta da importância de marcar presença nas redes sociais - e têm feito isso da maneira que aprenderam desde sempre, ou seja, investindo pesado. Agências e consultores especializados são contratados, e dê-lhe anúncios nos mais diferentes meios (dentre eles, a própria internet) e promoções exclusivamente voltadas para aumentar o número de fãs e seguidores virtuais. O Burger King Brasil, por exemplo, criou sua página no Facebook há mais de um ano e apenas recentemente atingiu a marca de 1 milhão de fãs, feito que Gina Indelicada (ou Ricck Lopes, como preferir) realizou em apenas uma semana, sem gastar um mísero real e sem dar um hambúrguer a ninguém. Nem Philip Kotler conseguiria algo parecido.
 
Ricck Lopes nos ensinou que, antes de fazer qualquer investimento, devemos conhecer o nosso público-alvo a fundo e conhecer, também, o ambiente onde atuamos. Somente a partir daí, podemos criar e desenvolver o nosso produto (de preferência com a participação direta dos consumidores!). Gina Indelicada pode seguir a curva do ciclo de vida de qualquer viral, esfriando com o tempo, mas Ricck Lopes, seu criador, escreveu um importante capítulo no complexo livro que busca entender o que são as redes sociais, como ela nos afetam - e como podemos tirar proveito dela em nossos negócios.
 
Se fizéssemos à Gina Indelicada a seguinte pergunta: "Gina, o que devo fazer para ter mais sucesso em meu negócio?", com certeza ela responderia:
 
- Comece a enxergar a Administração além do óbvio.
 
E o case virou um caso. Escrevi esse artigo na manhã do dia 29/08/2012, empolgado após assistir a entrevista do Ricck Lopes no programa do Danilo Gentili. De um dia pro outro, uma confusão se instaurou nas redes sociais e, às 19:32 do mesmo dia, uma nova fan page nasceu e começou a bombar no Facebook: a Gina Kibadora Indelicada, uma resposta a diversas piadas copiadas ("kibadas", na linguagem da web) de outros internautas, como a Joyce Falete (criadora do genial Pedreiro_Online), e utilizadas pelo autor da página Gina Indelicada como se fossem próprias.
 
Confesso que fiquei bastante decepcionado. O jovem Ricck Lopes, de apenas 19 anos, não precisava fazer uso de um expediente tão rasteiro para fazer o sucesso que está fazendo. De fato, como alguém comentou em nossa página do Facebook, isso não pode ser exemplo para nenhum administrador.
 
Entretanto, como diz o ditado, assim como a flecha lançada, a palavra pronunciada não volta atrás. Decidi manter o artigo no ar, porque as lições extraídas são válidas. Não retiro os mé-ritos de Ricck Lopes de ser um grande observador, de ter tido uma boa sacada ao "criar" seu personagem, resgatando uma marca iconográfica e dando-lhe vida e personalidade. A estra-tégia digital delineada foi perfeita, servirá como referência para muitos profissionais de marketing digital. Mas, infelizmente, faltou-lhe o ingrediente mais importante e que faz tanta falta em nossa sociedade: ética.
 
Meu conselho ao garoto? Reconheça o seu erro. Peça desculpas a cada uma das pessoas que deram vida ao seu personagem sem receber nenhum crédito por isso. Elas não estão com inveja de você. Estão ofendidas. Reconheça o seu erro e siga em frente. Tenho certeza que você tem muito a acrescentar, mas, se não tiver humildade, nunca poderá ser grande.

* Leandro Vieira é Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e
Certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School. Tem MBA em
 Marketing, pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM). Administrador de
Empresas pela UFPB e bacharel em Direito pelo UNIPÊ. Foi professor da Escola de
Administração da UFRGS. Criador e Editor do Portal www.Administradores.com.br.

Em 2011, recebeu o Prêmio Honra ao Mérito em Administração, categoria
Jovem Administrador, outorgado pelo Conselho Federal de Administração.
Autor do livro Seu Futuro em Administração (2011), publicado pela Editora
Campus/Elsevier. É um dos organizadores do livro
 Editora Atlas em 2010. Assina também a coluna Administre-se para a Revista VOCÊ S/A.

Membro do Conselho Editorial da Revista Portuguesa e Brasileira de
Gestão, editada pela Fundação Getúlio Vargas (Brasil) e pelo INDEG/
ISCTE (Portugal), e da Revista Economia Global e Gestão, do ISCTE (Portugal).
 
Observem a trilha de entrada do jovem Ricck Lopes
 
Opinião Nem ON, Nem OFF
Com a febre na internet, Gina parte para licenciamento abrindo condições de sucesso da marca no e novas possibilidades de negócio para o fabricante de palitos.
 
A imagem que ilustra as caixinhas dos palitos de madeira Gina é uma velha conhecida dos brasileiros. Se hoje a marca já faz parte da rotina de tanta gente, dentro de pouco tempo é possível que ela se torne ainda mais presente no dia a dia das pessoas, sendo estampada em itens tão diversos quanto camisetas, cadernos e até comidas. Não que a Rela Gina, fabricante dos palitos, esteja interessada em diversificar a produção. Na verdade, a ideia é licenciar a marca para quem estiver interessado em criar novos produtos com o rosto da modelo Zofia Burk, imortalizada na embalagem dos palitos Gina. “Já era um plano antigo, mas nunca demos muita atenção para a ideia. Agora ela volta com mais força”, afirma Alfredo Rela, presidente da empresa em entrevista ao Jornal Brasil Econômico.
 
Segundo ele, a retomada nos planos de licenciar a marca é resultado do sucesso inesperado que a empresa conquistou na internet nos últimos dias.
 
Com 62 anos de história e sem nunca ter feito nenhum investimento no mundo virtual além da manutenção de um site simples, a Gina se tornou um verdadeiro fenômeno no Facebook depois que o estudante de publicidade Ricck Lopes criou um perfil batizado de “Gina Indelicada” no site. Na página, Lopes dá respostas bem humoradas e sarcásticas às dúvidas de usuários. A forma divertida como lida com todo tipo de questão ajudou a página a atingir 1 milhão de “curtidas” em 10 dias. Normalmente uma marca como essa só é atingida depois de meses e investimentos pesados em marketing virtual.
 
A princípio, segundo reportagem do jornal, os executivos da Gina sequer sabiam da existência do perfil. O conteúdo até causou certo susto no primeiro momento. “Logo depois ficamos felizes por ver nosso nome repercutindo em uma mídia tão importante como a internet”, diz Rela.
 
Ainda segunda o executivo, antes de fazer sucesso no Facebook, marcar presença na internet não estava entre as maiores preocupações da Gina. A empresa não tinha nem mesmo uma agência de publicidade contratada para cuidar da marca. “Nosso nome é muito conhecido e o produto se vende praticamente sozinho, então não achávamos necessário ter esse tipo de serviço”, diz o presidente.
 
Com a repercussão, a empresa já contratou uma agência para ajudar a capitalizar a nova fase da marca. “Todo esse sucesso é uma oportunidade que temos para revitalizar a marca e aproximá-la desse público mais jovem”, afirma Rela. Para isso, o empresário não descarta a hipótese de contar com a ajuda de Lopes, que foi quem começou com tudo.
 
 
 
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