quarta-feira, 26 de março de 2014

Não afobe não, ele pode esperar ...

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A Copa do Mundo no Brasil deve movimentar ainda mais o e-commerce nacional. De acordo com a pesquisa “Imagina na Copa”, realizada pela empresa eCRM 123, mais da metade (56%) dos internautas pretende utilizar a web para comprar produtos relacionados ao megaevento que acontece em junho.

O estudo levantou dados de 789 entrevistados, que, por meio de questionários enviados pela internet, também avaliaram como está o relacionamento das empresas com os consumidores no período pré-Copa.

Dentre os que já recorreram às redes sociais para reclamar de algum serviço, usando a hashtag #imaginanacopa (12%), apenas 16% disseram ter recebido retorno das empresas. Os setores mais problemáticos segundo osentrevistados, são: Transporte Terrestre (28%), Aeroportos (20%) e Companhias Aéreas (20%). Para a maioria dos entrevistados, a solução para que as empresas não façam feio no Mundial é investir em infraestrutura e atendimento ao consumidor.

A imensa maioria dos entrevistados (96%) veem a internet como um canal que pode contribuir para o relacionamento com o cliente. Dentre as redes sociais, o Facebook é o que tem maior potencial junto ao consumidor.

“O acúmulo de anos de baixo investimento em infraestrutura e baixa qualidade de atendimento ao consumidor são as causas do pessimismo em relação ao evento. A pesquisa apenas confirma.”, comenta José Jarbas, CEO da eCRM 123. “Uma recomendação para as empresas é que intensifiquem o investimento em tecnologia de atendimento ao consumidor. Principalmente na web e nas redes sociais. Quem tiver diferencial real e visível vai sair na frente, além de surpreender e ganhar novos clientes fiéis. Infelizmente somos carentes destas iniciativas.” completa.

Confira o infográfico da pesquisa em http://www.talesrocha.com.br/infografico-imagina-na-copa/




Questão de interpretação e de extremo profissionalismo.

Assista e reflita como a competência desses artistas mudam toda a cena.

Simplesmente Maravilhoso.





Nessa palestra profunda, David Puttnam levanta uma grande questão sobre a mídia: Será que ela tem a obrigação moral de formar cidadãos informados, ou ela é livre para buscar lucros a qualquer custo, como qualquer outro negócio? 

Sua solução para encontrar o equilíbrio entre o lucro e a responsabilidade é audaciosa... e você pode não concordar. (Filmado no TEDxHouseofParliament.)




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Os gastos do brasileiro com vestuário devem apresentar um leve aumento de 3% este ano, segundo pesquisa Pyxis Consumo do Ibope Inteligência. 

O consumo por pessoa deve somar, em média, R$ 810,84. 

No início de 2013, o valor projetado era R$ 786. 

No total, a expectativa é que os desembolsos com roupas atinjam R$ 138 bilhões em 2014. 

A classe C deve responder por 41% desse montante, seguida da classe B (40%). 

A participação da classe A nos gastos é de 11%. As parcelas D e E vão gastar 8%. 

Na análise por regiões, o Sul apresenta o maior potencial de desembolso por habitante no ano, de R$ 941,67, seguido por Centro-Oeste (R$ 917,49); Sudeste (R$ 863,49); Norte (R$ 695,98); e Nordeste (R$ 632,11).

Fonte: Ibope Inteligência



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O Grupo Consultores, já conhecido do mercado pelas pesquisas que faz sobre as agências de publicidade e digitais, acaba de encerrar seu primeiro estudo sobre o setor de relações públicas. 

Foram ouvidos 142 executivos de grandes anunciantes que contratam agências externas e nove que preferem cuidar da disciplina internamente.

A parceira de relações públicas ideal é definida pelo conhecimento e experiência com o cliente (56%), relação próxima e atenciosa (38%), boa relação com a mídia (35%) e postura de parceira estratégico (28%). 

Os principais desafios do setor são o conhecimento do mundo digital e a necessidade de se adaptar constantemente aos novos tempos e à realidade do cliente.

Outra curiosidade apontada pela pesquisa do Grupo Consultores é a relação entre vendas e investimentos em relações públicas pelos anunciantes ouvidos. 

Na média, a cada R$100,00 vendidos apenas R$0,03 foram investidos em comunicação corporativa e relações públicas em 2013. 

A boa notícia para as agências é que a expectativa é de aumento de investimento: 41% dos entrevistados pretendem incrementar verbas para o setor em 2014. 

Do total de empresas ouvidas, 77% se declaram felizes com as parceiras atuais, 11% estão insatisfeitos e 11,5% pré-dispostos a mudar. 

A taxa de conversão entre a abordagem inicial de prospecção da agência e a aceitação por parte do cliente é de 50%, o que demonstra abertura dos anunciantes a conhecer novas possibilidades. 

Em média, em 2013, cada executivo de anunciante ouvido foi abordado por cinco agências diferentes e aceitou receber entre duas e três para uma apresentação de credenciais.

Fonte: Meio e Mensagem



Júlio Sortica*
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Como parte do plano de escrever colunas sobre temas envolvendo o jornalismo, eu havia programado fazer uma abordagem sobre a importância da pauta para a dinâmica jornalística. No entanto, ao ler em Coletiva.net a reportagem sobre as considerações do professor Eugênio Bucci, diretor do curso de pós-graduação em Jornalismo da ESPM-SP, defendendo que estudo e prática devem andar juntos no jornalismo, mudei de ideia. Na palestra ‘O jornalismo e a imprensa dentro das incertezas dos negócios da mídia’, Bucci abordou a comunicação como negócio e as novas mídias.

Para os idealistas, as palavras jornalismo e negócio “não casam”. Pelo menos no utópico universo do jornalismo ideal. Mas sempre há um... porém. Desde cedo, graças a essa irrequieta vontade de participar de vários projetos ao mesmo tempo, convivi com dois tipos de jornalismo. Um deles, o primeiro e talvez mais entusiasmante, é o jornalismo tradicional, no qual você faz parte de uma equipe em um veículo independente, que trata de pautas variadas, de todos os matizes. Como repórter, de uma empresa de porte, seu dia a dia segue quase sempre uma rotina: receber uma pauta ou sugerir uma reportagem e ir à luta. A busca de dados pode exigir uma manhã, uma tarde, às vezes, dependendo do tipo de reportagem, mais tempo. Vivi essa espécie de idílio jornalístico de forma isolada por alguns anos até ser convidado a participar de um projeto independente, uma revista com foco em um tema específico.

Ora, se em um veículo de grande porte, de conteúdo multitemático, nem sempre um jornalista consegue (ou deseja) manter relacionamento mais estreito com todos os colegas, quanto mais com os integrantes de outros departamentos da empresa, como por exemplo, do comercial, do marketing. Ocorre que nessa mecânica de trabalho a maioria dos jornalistas nem estão interessados em saber como se desenvolve a luta pela venda de anúncios, as estratégias e o planejamento da propaganda e publicidade - com certeza a fonte de receita que vai garantir o salário de todos ao final do mês.

Muitos consultores dizem que o jornalista não deve se preocupar com isso, quanto mais se envolver. Vender é tarefa de outro e o profissional precisa se preocupar em fazer o melhor trabalho possível dentro da sua área. No entanto, quando um jornalista passa a desenvolver suas atividades em um veículo segmentado, certamente o relacionamento tende a mudar, pois na maioria dos casos uma empresa exerce duplo papel: é anunciante, mas também fonte de informações. E aqui ocorre de forma mais explícita o difícil convívio entre jornalismo e propaganda. Até que ponto o fato de uma empresa ser anunciante e citada (negativamente) em uma reportagem, limita a autonomia de crítica do jornalista?

Pode, primeiramente, não ocorrer envolvimento algum, a empresa aceitar a crítica e não deixar de anunciar. Mas geralmente a maioria impõe ao chamado “poder do dinheiro”, ou “lei do silêncio”, não aceitando a crítica e ameaçando suspender a publicidade. Se for um anunciante de peso, com investimento forte, qual deve ser o comportamento do dono do veículo? Manter, apoiar a chamada independência profissional do jornalista arriscando-se a perder uma receita importante, ou tentar “negociar” uma saída honrosa ponderando ao repórter (ou colunista) que, para o bem de todos, é preciso rever a forma de abordar aquele tema, ou em outras palavras, amenizar ou esquecer.

Como ressaltou Bucci, a comunicação é um negócio. E ninguém investe em um negócio para quebrar, fechar as portas! Sem dúvida uma situação citada é difícil para ambos, pois de um lado o patrão sente a pressão no caixa, enquanto no outro, o jornalista sente o peso da censura. Sabemos que isso ocorre até mesmo nos mais conceituados veículos. Esse difícil convívio entre o jornalismo e a publicidade ainda precisa ser melhor estudado.

Como parceiro de alguns amigos em projetos independentes já vivenciei as duas situações: ceder à pressão e amenizar a crítica para não comprometer a sobrevivência de um veículo, como também resistir às ameaças e sentir na pele as consequências da perda de receita, salário atrasado, investimentos suspensos etc. Sinceramente, não me arrisco a dar nenhum tipo de conselho ou dizer que esta ou aquela opção é a mais correta. Mas elas existem e, mais dia, menos dia, um jornalista vai deparar com isso. Nesse caso, cada um deve medir/pesar seus atos e agir conforme sua consciência. E, se por ventura alguém tomar uma decisão equivocada, quem poderá atirar a primeira pedra?

* Júlio Sortica é jornalista formado pela Ufrgs. Foi repórter do Diário de Notícias, Zero Hora, Folha da Tarde, Jornal do Comércio, Correio do Povo, Revista Consumidor, editor da Plástico Sul, diretor de O Sul e coordenador de Comunicação da Secretaria de Planejamento do Estado do RS. Fez várias coberturas internacionais, editou publicações segmentadas e, atualmente, presta consultoria em Comunicação.





terça-feira, 25 de março de 2014

Eu tô pedindo a tua ...

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Considerado um dos mais importantes e respeitados fotógrafos contemporâneos, Sebastião Salgado é reconhecido por seu estilo único de fotografar. Por isso, a cineasta Betse de Paula lançou  o filme que estreou na última edição do Festival de Cinema de Gramado e agora entra em cartaz. A obra busca entender e revelar o universo do fotógrafo, saído de uma pequena cidade no interior de Minas Gerais. 

Como fio condutor da produção, há uma entrevista concedida por Salgado em fevereiro de 2012, em Paris, lugar onde vive atualmente. Do início da carreira de Salgado às coberturas importantes do fotógrafo, partindo para as questões técnicas (como a utilização do preto e branco e da luz), a narrativa também aborda o lado íntimo de “Tião”. Assim ele é chamado pela família e por seus amigos mais próximos. “Revelando Sebastião Salgado” começou a ser exibido na última quarta-feira (19), com uma sessão por dia. 

Vamos aguardar o mesmo por aqui e veja o trailer do documentário:




Influência feminina é decisiva em oito de cada 10 compras realizadas. 
Elas decidem até nas categorias em que não são público alvo. 
Novo posicionamento é desafio para empresas.

As mulheres multifacetadas, além de manterem suas atividades tradicionais nos cuidados com a família e a casa, ainda assumem cargos de confiança e investem cada vez mais em sua capacitação. No consumo, elas são as principais compradoras de itens de higiene e beleza, mas também influenciam na escolha de oito em cada 10 artigos de todos os outros segmentos. No Brasil, dos R$ 1,972 trilhão de gastos anuais com bens e serviços, R$ 1,3 trilhão são decididos por pessoas do sexo feminino, de acordo com uma pesquisa da Sophia Mind.

Quando uma mulher vai às compras ela não escolhe apenas itens de uso pessoal, se torna shopper de diversas categorias das quais não necessariamente é o público alvo. Em sua cesta de compras, quando casada e com filhos, por exemplo, estão presentes itens domésticos, infantis, escolares e masculinos. Diante deste potencial, as marcas querem descobrir formas eficientes de diálogo e investem em comunicação direcionada e pesquisas para traçar o que determina suas decisões.

A mulher quer ser compreendida em todos os seus momentos. No início do século XX, quando pela primeira vez na história as mulheres passavam a representar metade da força de trabalho, elas buscavam marcas que fossem suas aliadas nesses esforços. Atualmente, os valores mudaram e, além do trabalho, estas consumidoras valorizam a qualidade de vida. “As marcas precisam ser alfabetizadas no universo feminino para falar a língua das mulheres e se comunicar de maneira compreensível para ela. Não existe um único modelo de mulher. Talvez aí esteja a questão da comunicação: quando se cria uma caricatura do feminino a mensagem perde o efeito“, analisa Cecília Russo, Diretora Geral do Grupo Troiano de Branding, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Como as mulheres escolhem
As mulheres saíram do papel coadjuvante no sustento da família. A proporção de lares chefiados por pessoas do sexo feminino aumentou quatro vezes nos últimos 10 anos, de acordo com o IBGE. O aumento das responsabilidades e de decisões a serem tomadas dificulta a conquista de espaço pelas marcas no coração dessas consumidoras. “A mulher está com a atenção seletiva. À medida que é mais bombardeada por diversos canais, por ser a responsável pela casa, pela família, pelos pais que ficam idosos e pelo próprio trabalho, se torna necessário eleger o que é mais relevante”, diz Cecília Russo.

Na escolha entre marcas, produtos e serviços, a qualidade é apontada como o atributo mais valorizado por 95% das mulheres, de acordo com pesquisa da Nielsen. Aspectos de validação social também são levados em conta, especialmente para produtos de moda. O boca a boca é apontado como um meio de comunicação eficiente para sete em cada 10 mulheres, segundo um estudo do Data Popular em parceria com o Senac Moda.

Todas as decisões estão submetidas também ao emocional, a maioria das mulheres se sente culpada se a compra não incluir benefícios para o resto da família. “As mulheres nascem com o chip da culpa que se mostra em todas as situações. Quando vamos ao supermercado, temos um orçamento específico, mas vemos determinado biscoito de que o filho gosta e sentimos necessidade de comprar. É como se estivéssemos devendo algo”, aponta a Diretora Geral do Grupo Troiano de Branding.

Elas não se sentem representadas na comunicação
O Marketing ainda tem um longo caminho a trilhar no diálogo com as mulheres. O problema é que a maioria das comunicações adotadas ainda é considerada rasa por se restringir a setores específicos da vida. “Muitas vezes caímos nos estereótipos. Se a mulher agora trabalha, buscamos imagens no acervo que mostrem roupas que consideramos próprias para o ambiente profissional. Quando fazemos isso, fechamos os olhos para inúmeras outras coisas, endurecemos o perfil da trabalhadora”, comenta Cecília Russo.

O caminho passa pela compreensão do emocional da consumidora. A mensagem precisa ser percebida como verdadeira para ganhar relevância. “Ouvimos aquilo que se torna emocional para nós. Se a mensagem é um retrato duro, dificilmente vamos ouvir com o coração. Toda razão é emocional. No caso das mulheres isto é ainda mais forte”, diz a Diretora Geral do Grupo Troiano de Branding.

A Dove percebeu tal necessidade e aplicou estes princípios na sua série Beleza Real. A marca fez um movimento de destacar os atributos naturais das mulheres. A proposta era fazer uma relação entre como elas se viam e a imagem que realmente emitiam. “Quando uma marca de cosméticos mostra a beleza da mulher, a grande sacada é aproximá-la do seu eu ideal, sem impor um ser impossível, que não existe”, complementa Cecília Russo, em entrevista a TV Mundo do Marketing.

Confira a entrevista completa aqui.


Fonte: Mundo do Marketing





Muitas pessoas confundem liderança com chefia. Enquanto há pessoas que já nascem com o espírito de liderança, há outras que adquirem, com o tempo, principalmente após ingressarem no mercado de trabalho, características comuns em líderes. Porém, há também aquelas que exercem cargos de gerência sem o devido preparo.

Baseado em um artigo da Forbes, escrito por Liz Ryan, exemplificamos os chavões propagados indiscriminadamente por líderes medíocres. Caso tenha escutado alguma das seguintes frases do chefe atual, pode ser a hora de buscar um novo emprego.

1| Não te pago para pensar: Tendo em vista que as pessoas de fato são pagas para pensar, esse chavão soa como “não quero ouvir o que você pensa porque pessoas mais inteligentes que eu me fazem sentir inseguro”.

2| Parece se tratar de um problema pessoal: Típico de chefes que evitam dialogar com os colaboradores. Uma boa hora para usar esta frase é quando o gerente ligar em um final de semana recrutando voluntários para terminar um serviço que deixou pela metade.

3| É trabalho, não é para ser divertido: A teoria que espanta investidores. Quem vai querer aplicar capital em uma organização onde os colaboradores são obrigados a fazer o que não querem? Na verdade, o trabalho deve ter seu momento de prazer, principalmente para que o profissional mantenha-se motivado e dedicado à empresa.

4| Você não é meu único empregado: Basicamente esta fala representa que o gerente em questão não está apto a concluir o próprio trabalho. Soa como “não posso lidar com meu trabalho, mas não é inteligente de sua parte apontar isso até que esteja empregado em outro lugar”.

5| Pensarei no assunto: Talvez a frase mais arcaica da lista. Atualmente é usada apenas por administradores incompetentes que não possuem uma resposta com fundamento a respeito do assunto. Ouvir isso pode significar duas coisas: que este é o fim de sua ideia ou que seu gerente vai descobrir um jeito de roubá-la.

6| Não quero saber quais são suas prioridades – esta será sua nova prioridade: Um gestor que pensa assim não faz ideia de que tudo dentro de uma organização está interligado, e um trabalho deixado de lado aqui, refletirá futuramente.

7| Se você não quer este emprego, acharei alguém que queira: Esta sentença evidencia uma liderança baseada no medo e um comportamento agressivo-passivo de quem a propaga. Aqueles que já escutaram frases nesse modelo estão familiarizados com gerentes que ameaçam os colaboradores para mantê-los na linha.

8| Sempre fizemos assim: “E Deus sabe que se não está quebrado, não conserte”.

9| Com esta economia, sorte sua ter um emprego: A demanda de pessoas inteligentes e capacitadas só aumenta. Se você é uma pessoa responsável e qualificada não terá problemas para achar um emprego que combine com sua personalidade. A vida é muito curta para trabalhar para chefes medíocres e carrascos.

10| Boas ideias, mas não me convence: Satisfazer ao ego deles é uma tarefa impossível que nem mesmo eles conseguem atendê-los.



Jairo Martins da Silva*


De acordo com o Modelo de Excelência da Gestão, os processos são constituídos pelo conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas).

O objetivo principal de uma empresa, independentemente do seu porte ou setor, é oferecer produtos ou serviços que atendam as necessidades e expectativas dos seus clientes e de suas partes interessadas. Para que um negócio possa lucrar e tornar-se sólido e sustentável, é preciso que esteja estruturado por processos – principais e de apoio. Estes devem estar documentados e padronizados por meio de políticas, procedimentos, rotinas e normas. Além disso, devem ser compartilhados e aprendidos por todos os colaboradores.



De acordo com o Modelo de Excelência da Gestão, os processos são constituídos pelo conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). Podem ser definidos também como conjuntos de atividades que, executadas em uma sequência determinada, conduzem uma empresa a um determinado resultado. A forma com que os processos são executados fazem toda a diferença: as empresas que inovam nessa área costumam sair na frente em relação à concorrência.



Existem quatro divisões essenciais: os processos principais da empresa, os processos de apoio, o relacionamento com os fornecedores e a gestão das finanças. O correto funcionamento de todos esses processos garante o desempenho da sua empresa, além de promover melhorias e inovações.



Em um primeiro momento, é importante executar os processos principais de forma padronizada e documentada. Também é fundamental controlar esses processos para garantir a satisfação das necessidades dos clientes. Esse domínio dos processos pode ser realizado de diversas formas, como a inclusão de indicadores em que os resultados são comparados com as metas previamente estabelecidas. Quando um processo não acontece da forma correta, devem ser tomadas ações para corrigir o problema.



No que se refere aos fornecedores, é preciso selecioná-los e avaliá-los de acordo com critérios definidos. Essa tarefa é importante para garantir a qualidade dos serviços prestados e dos produtos fornecidos aos clientes. Os mesmos critérios ajudam na avaliação de desempenho, conforme as entregas acontecem. É possível definir como critérios de escolha: preço justo, cumprimento de prazos de entrega e qualidade do material, entre outros.



Os processos relacionados ao controle das finanças também são essenciais. A realização de um orçamento tem como objetivo fazer uma previsão dos gastos, ganhos e investimentos necessários para que os recursos sejam disponibilizados corretamente, resultando na realização dos processos principais dos negócios. A gestão correta assegura a continuidade e sustentabilidade da empresa, assegurando os recursos financeiros necessários ao funcionamento correto do negócio.

*Jairo Martins da Silva é graduado em Engenharia Eletrônica pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, com Especialização em Marketing e Propaganda pela FAE-CDE-Curitiba - Brasil, e MBA em Gestão de Negócios, pela Duke University – North Carolina – EUA. Começou as suas atividades profissionais na Siemens na Área de Telecomunicações, onde ocupou várias posições, no Brasil e na Alemanha. Atualmente é o Superintendente Geral da FNQ – Fundação Nacional da Qualidade e Professor Visitante da BSP-Business School São Paulo e da Münchener Volkshochschule, em Munique – Alemanha.




Logo que comecei a trabalhar em agência de publicidade, eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada. O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e todas essas atividades me faziam sentir dessa forma. Quando você identifica sua necessidade primária, fica mais fácil entender o que você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.

Quando percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidando de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.

Mas não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificarmos o motivo pelo qual nossa vida é do jeito que é.

Um filme que eu amo e relata isso muito bem é “O Diabo Veste Prada”. A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: “Eu não tive escolha”. Ela diz sempre que tenta explicar para todo mundo o porquê de aceitar os absurdos vindos da chefe.

A grande verdade é que, sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos protegermos. Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesma até que decidi mudar:

1. Se eu tivesse mais tempo eu faria “isso”: Como “isso” entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia. Uma coisa que eu aprendi é que quando você realmente quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.

A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.

Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais na academia. Mas sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar às seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarada porque eu não tinha tempo.

Aí você pode me dizer: “Mas Fê, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar.”

Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.

2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer “isso”: O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. “Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel”. Um monte de bobagem. É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. Quando pagava a minha faculdade, eu almoçava marmita para poder vender o vale refeição e muitas vezes só o que tinha na minha carteira por semanas era o vale transporte.

E justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.

Usamos a falta de dinheiro para nos convencermos de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa: quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.

É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.

3. Se “isso” acontecesse, minha vida seria perfeita: Aqui o “isso” pode ser comprar uma casa, arrumar um namorado, ter um filho, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o “isso”, nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.

O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas eu não vou te dar o conselho óbvio da autoajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje. Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta “disso” te faça infeliz.

4. Eu mudaria “isso” na minha vida, se não fosse “aquilo”: Até pouco tempo atrás eu ainda morava com a minha mãe. Como ela morava na Zona Leste e eu trabalhava na Zona Sul, você que conhece São Paulo pode imaginar o inferno que era a minha vida no trânsito todos os dias. Depois que o meu pai morreu, eu passei a ajudar financeiramente em casa e conforme fui ficando mais velha, todas as vezes que alguém me perguntava porque raios eu ainda morava na Zona Leste minha primeira resposta era: “Eu adoraria mudar, mas eu ajudo a minha mãe e ela precisa de mim”. Na minha cabeça isso não era uma desculpa, era a verdade.

Quando eu finalmente decidi mudar e ir morar com o meu namorado, percebi que eu estava usando o fato de que eu ajudava a minha mãe financeiramente para mascarar o real motivo pelo qual eu nunca me mudei. No fundo, eu não sou uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas. Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de morar com a minha mãe. Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.

5. Eu não vivo sem “isso”: Na maioria dos casos, sim, você vive. Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar. Por exemplo, eu tenho alergia a lâmina de barbear, por isso sempre tive de fazer depilação. Como eu iria viver sem fazer depilação? Pois é, estou viva e não estou nem peluda, nem perebenta.

Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estou viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada com que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.

O que nos faz ter a sensação de que “isso” é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.

A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez ;).

*Fernanda Nêute é paulistana, publicitária e nômade digital. Depois de trabalhar por mais de 12 anos no mercado publicitário, em 2013, decidiu que era a hora de investir em um grande sonho: viajar pelo mundo. Apaixonada por novos lugares, línguas, sabores, culturas e pessoas, já teve a oportunidade de vivenciar um pouco de tudo isso em 25 países até agora. Acredita no poder transformador da internet e também é criadora do Projeto Feliz com a Vida.




segunda-feira, 24 de março de 2014

Pare de ficar choramingando toda vez que é

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As selfies estão dando muito o que falar este ano e já viraram sensação nas redes sociais.

Para quem ainda não está familiarizado, trata-se de um autorretrato, normalmente feito com o aparelho de celular. Hoje em dia, a maioria delas é compartilhada: basta clicar seu rosto e postar nas redes sociais. 

Recentemente, o site Lenscratch divulgou uma exibição de fotos desse estilo realizada somente por fotógrafos na série intitulada The 2014 Self Portrait/Selfie Exhibition

O mais curioso de tudo é que o resultado foi algo ainda mais extraordinário do que apenas uma autofotografia simples de cada um deles. 

Uma das maiores provas de que a selfie está ganhando cada vez mais adeptos, foi o que aconteceu na cerimônia do Oscar 2014. 
A apresentadora Ellen Degeneres sacou seu celular e fez uma selfie engraçadíssima com a galera de Hollywood. Jogada de marketing da Samsung ou não, trata-se simplesmente da postagem mais compartilhada da história do Twitter. 

Veja algumas fotografias: 




Instituto Ibope Nielsen divulga dados sobre uso da internet
no Brasil com base em classificação econômica

O número de usuários ativos de internet no Brasil em janeiro ficou estável em relação ao mês anterior, segundo a Nielsen Ibope. Das 58,1 milhões de pessoas com acesso em casa ou no local de trabalho, a classe B concentrou 57,7% dos usuários, enquanto a classe C representou 20%, seguida pela classe A com 14,4% — as classes D e a E ficaram com menos de 1%. Esta é a primeira vez que a Nielsen Ibope divulga a distribuição do uso da internet no Brasil segundo a classificação econômica dos internautas.

Usuários das classes C e D são os que apresentam as maiores médias de consumo de internet, tanto em número de sessões de computador por mês quanto em média de tempo e de páginas vistas, sobretudo em domicílios. Em janeiro, cada usuário do grupo C registrou uma média mensal de 40 horas e 53 minutos de tempo de uso do computador com internet em residências e de 53 horas e 53 minutos de uso em residências e no local de trabalho.

O relatório ainda aponta que, em janeiro, os sites com maior crescimento do número de usuários em relação ao mês anterior foram os de automóveis, viagens, carreiras e concursos, além das páginas de órgãos de educação do governo federal.



Presença do entrevistador não altera respostas em consultas quantitativas, 
segundo levantamento realizado com 400 pessoas e com patrocínio da Ipsos

Cerca de um terço de todas as pesquisas quantitativas feitas no mundo hoje recorre à internet para a coleta de dados. Nos Estados Unidos, as entrevistas online já superam aquelas feitas por telefone, chegando a 27% do total de consultas. Um estudo feito pela Escola de Comunicação e Artes e patrocinado pela Ipsos buscou desvendar os impactos da falta de um interlocutor sob as respostas dadas online. O resultado não encontrou influência significativa.

O estudo convocou 400 pessoas. Metade delas foi entrevistada pessoalmente e as restantes responderam a questionários online. Uma das hipóteses analisadas foi a de que a presença de um interlocutor poderia tirar a espontaneidade das pessoas, que passam a se ver pressionadas a cumprir um papel. Isso, no entanto, não foi confirmado. Houve consistência nos dados de ambas as amostras, indicando que a exclusão do entrevistador não influencia a resposta, pelo menos em pesquisas de marketing.

O estudo apresenta as respostas dadas pelos entrevistados quando questionados sobre a frequência do consumo de bebidas. Nas consultas off-line 8% disseram marcaram “todos os dias”, ante 7% nas online. Outras opções registraram equivalência semelhante: 27% afirmaram “2 a 3 vezes por semana” na entrevista off-line ante 32% na online. Também foi abordada o conhecimento em relação a marcas.



Grupo conquistou o primeiro lugar de audiência brasileira de vídeos na internet, 
com 50 milhões de acessos ao mês. Humorístico atraiu a atenção de marcas e 
investe também em produtos

O Porta dos Fundos nasceu como um canal de vídeos formatado para a internet e encontrou no YouTube uma forma gratuita de se promover. Os humoristas ocupam a primeira posição do ranking Brasil na plataforma, de acordo com a SocialBlade, beirando os 8 milhões de usuários inscritos para receber atualizações e mais de US$ 305 mil de faturamento por mês. O grupo ganhou popularidade inserindo marcas em suas produções, muitas vezes em tom de crítica. A ideia de falar de produtos e serviços foi espontânea, mas logo as marcas perceberam a possibilidade de usar as citações a favor de seu Marketing, aproveitando a audiência da atração, e começaram a contratar conteúdos.

O modelo de negócios se apropriou da periodicidade de publicações, comum à televisão, postando conteúdos, sempre segundas e quintas-feiras. A divulgação dos episódios ganhou uma extensão para os cinemas, que exibem versões reduzidas dos programas durante os trailers. A marca se estendeu ainda para produtos inspirados nos capítulos mais populares e cresceu também em estrutura. Com um ano e sete meses de sua primeira publicação, a empresa conta atualmente com um prédio próprio de três andares, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e 40 funcionários. No primeiro esquete, a sede era uma sala no Centro da cidade e a equipe composta por 10 pessoas. 

O requisito para continuar crescendo é manter a inovação e conquistar o expectador diariamente. “Na internet temos o fenômeno da atenção seletiva. É um desafio prender alguém por muito tempo. O Porta dos Fundos conseguiu criar o hábito no internauta de dar uma espiadinha nos dias de publicação em busca de novidades. É o mesmo fenômeno que acontece no Facebook, em que as pessoas logan diariamente para acompanhar o que está acontecendo. Esse papel antes pertencia à televisão”, avalia Eduardo Halpern, Coordenador da Graduação em Comunicação do Ibmec Rio de Janeiro, em entrevista ao Mundo do Marketing.

DNA da empresa
O projeto nasceu da parceria de cinco amigos focados em fazer humor de uma forma diferente do oferecido pela televisão. Como a intenção era entregar algo fora dos moldes, o YouTube foi uma escolha certeira por isentar as produções de qualquer tipo de censura, viabilizando autonomia de produção e de gestão dos negócios. Além disso, a estrutura permite uma hipersegmentação de conteúdos com caráter social, o que também incentiva comentários e compartilhamentos, aumentando o alcance dos vídeos. “Atualmente um modelo como o do Porta dos Fundos dificilmente conseguira fazer o mesmo sucesso na TV aberta. Um novo vídeo do grupo gera mais repercussão do que o último episódio dos humorísticos que fazem parte das grades de emissoras”, aponta Vitor Lima, Professor de Mídias Digitas da ESPM Rio, em entrevista ao portal.

Apesar das vantagens de ser 100% focado na web, o ambiente digital também esconde riscos como a instantaneidade da fama, que em muitos casos também é passageira. Para não cair nesta armadilha o grupo investiu em profissionalização antes mesmo de estar no ar. Quando o primeiro vídeo foi publicado, em agosto de 2012, os sócios já vinham de oito meses de planejamento. “Nós levamos a internet a sério. Não quisemos fazer de qualquer jeito, não era um trampolim para a televisão. Queríamos fazer internet para internet. Somos uma empresa que pensa seriamente, com metas que precisam ser cumpridas”, conta Fábio Porchat, sócio do Porta dos Fundos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Atualmente, com uma média de 50 milhões de clicks únicos por mês, a empresa planeja o lançamento de quatro séries online para 2014 e um filme para o cinema no próximo ano. Apesar da diversificação do conteúdo, as publicações periódicas devem se manter exclusivas para a internet no canal oficial. “Sempre nos perguntam se vamos fazer alguma coisa para a TV aberta ou a cabo, mas isso não faz parte do nosso planejamento. Está acontecendo um movimento daquilo que é offline vir para a internet e não o contrário. Então, não vemos sentido”, diz Fábio Porchat.

As marcas e o humor
A audiência crescente que busca as peças de humor na internet representa também um novo perfil de consumidor que migra das mídias tradicionais para o online. As marcas são atraídas para esse universo em busca de contato com o público em um momento de descontração, quando as pessoas estão mais predispostas a receberem bem as mensagens. “O consumidor de conteúdo online busca marcas que também não se levem tão a sério, o que faz com que o senso de humor gere aproximação. Quando a companhia lida bem com as críticas e assume seus pontos positivos e negativos, isso gera uma postura de colaboração, ideal para quem quer consumo customizado”, analisa Eduardo Halpern.

O Spoleto foi o primeiro a perceber esta oportunidade quando o grupo publicou uma esquete criticando o atendimento dos restaurantes da rede. A princípio, o canal não queria gerar problemas com a empresa e nomeou o vídeo como “fast food”. No entanto, a postura bem humorada da empresa surpreendeu. O restaurante procurou o canal pedindo um novo vídeo em que seu nome aparecesse. “O Spoleto deu um aval para todas as empresas verem como é possível e saudável brincar e rir de si mesmo. O público foi favorável a essa reação o que fez com que as outras empresas olhassem para a gente”, conta Fábio Porchat.

Esse episódio abriu precedente para marcas como Bis, Coca-Cola, Fiat e Kuat procurassem o Porta dos Fundos para produzir vídeos relacionados aos seus produtos. A empresa possui diversos modelos de inserção em suas obras audiovisuais que vão desde produção de propaganda para veiculação exclusiva no canal da marca contratante e product placement até patrocínio ao canal. Apesar das frequentes parcerias, o grupo não abre mão da sua linha editorial. “A última palavra é sempre nossa. Não fazemos nada forçado como dizer no texto: nossa, agora vou usar esse produto que é o melhor do mundo. O que fazemos é uma inserção contextualizada e pertinente à nossa linguagem. Nunca tivemos reclamações de empresas”, analisa Fábio Porchat.

Plano de negócios para além dos vídeos
Para além da produção audiovisual e da relação com grandes companhias, o Porta dos Fundos investiu no ano passado na abertura de uma loja virtual que atualmente conta com camisas, bottons e mouse pads com frases engraçadas remetendo aos episódios. Neste ano, a empresa pretende ampliar o portfólio de produtos incluindo materiais de papelaria e miniaturas. “A loja virtual veio como uma consolidação de empresa que produz mais do que vídeos na internet, uma empresa que é grande como um todo”, complementa Fábio Porchat.

O grupo planeja ainda realizar ações de comunicação em mídias offline como busdoor e metrô. O objetivo é estabelecer o conhecimento de marca junto aos consumidores que ainda não tiveram nenhum contato com a programação. “O Porta dos fundos mudou do conceito de apenas um canal de internet para uma marca que transcende a produção audiovisual. Isso se deve à qualidade da entrega e a habilidade de perceber o que funciona e o que não funciona junto ao público. A Internet não é mais uma coisa para moleque. Cada vez vemos projetos mais ousados e empresas serem vendidas por bilhões de dólares”, avalia Vitor Lima.

Fonte: Mundo do Marketing



Gerardo Wisosky*

Em janeiro passado os apaixonados por tecnologia tomaram conhecimento de algumas novidades em uma grande feira realizada nos Estados Unidos. Entre TVs gigantes, telas flexíveis e impressoras 3D, surgiram também diversos aparelhos que unem os conceitos de tecnologia com praticidade: os wearable gadgets, ou acessórios vestíveis. São relógios, pulseiras e até mesmo óculos especiais que apresentam diversas funções: de conferir a chegada de um e-mail até monitorar a distância percorrida nas suas últimas corridas.

Um dos lançamentos foi o novo modelo do relógio inteligente Pebble, lançado em 2013 através de um financiamento coletivo do Kickstarter e que ajudou a inaugurar a nova onda de tecnologia vestível. Mesmo com o lançamento do novo modelo com pulseiras em aço inoxidável e de uma loja de aplicativos desenvolvidos exclusiva para o gadget, era perceptível uma certa decepção nos corredores da feira. 

Gadgets vestíveis fazem parte do imaginário das pessoas sobre como será o futuro. Em diversos filmes é possível encontrar bons exemplos. Mas mesmo hoje já sendo possível adquirir um destes acessórios, as pessoas ainda não acreditam na sua utilidade. Pesquisa realizada pela Harris Interactive mostra que 46% dos entrevistados afirmaram não ver nenhum benefício real nestes aparelhos. Entendo esta desconfiança por parte das pessoas, mas acredito que tudo é uma questão de tempo: os gadgets vestíveis ainda serão sensação no mundo da tecnologia, no entanto eles ainda não estão prontos para a realidade atual. Vários analistas entrevistados durante a feira confirmaram esta informação, explicando que a maioria ainda funciona apenas como uma extensão de outros dispositivos. 

Apesar da atual descrença, precisamos investir nesta nova realidade. A empresa que conseguir entregar ao seu cliente um dispositivo relevante, que se diferencie dos demais, vai sair ganhando. Precisamos estar preparados para este momento. 

Os grandes nomes da tecnologia já mostram sinais de que entenderam esta lógica: a Intel, por exemplo, tem trabalhado em uma linha de microchips ultra-pequenos e eficientes para dispositivos de tecnologia vestível. São chips cinco vezes menores e dez vezes mais eficientes que a linha desenvolvida para tablets e smartphones. O Google Glass e toda a expectativa gerada pelos rumores sobre o suposto iWatch da Apple também provam que as empresas acreditam que esta nova tecnologia representa o futuro. 

Ter estes dispositivos presentes em nossas casas e no trabalho é apenas uma questão de tempo. E assim, abre-se um novo mercado: o de softwares e aplicativos para dispositivos vestíveis. Fazendo uma busca rápida na internet, já encontramos empresas que saíram na frente e estão trabalhando com isso. É possível encontrar jogos, agregadores de notícias, monitores de corrida, timers, apps de controle remoto e muitos outros para smartwatches. Como Google Glass não é diferente, tempos atrás até mesmo um aplicativo de conteúdo adulto ganhou as manchetes do jornal.

Quem trabalha com tecnologia precisa estar sempre atento às novidades mais recentes. Em pouco tempo estes dispositivos farão parte do nosso cotidiano. Alguns analistas acreditam que essa revolução começará ainda este ano. Os desenvolvedores que conhecerem esta tecnologia e aprenderem a criar softwares específicos para estes dispositivos certamente estarão a frente de seus colegas. 

O mercado de trabalho como um todo apresenta um cenário bastante positivo para os desenvolvedores. Pesquisa do site de busca de empregos Adzuna mostra que houve crescimento de 23% na oferta de emprego por parte das startups brasileiras. Entre as oportunidade mais encontradas, estão desenvolvedor web, desenvolvedor mobile (Android e iOS) (34%) e profissionais de TI, como analistas de sistemas e administradores de rede (17%). Imagine quando os gadgets vestíveis tornarem-se tão usuais quanto nossos celulares. A demanda por este tipo de profissional irá crescer exponencialmente. 

Antes destes aparelhos tornaram-se rotina em nossas vidas, muitas questões ainda precisam ser discutidas, como privacidade e segurança das informações. Esta realidade, no entanto, está cada vez mais próxima. É preciso estar atento para as novas oportunidades que irão surgir. Quem sempre sonhou com dispositivos dignos de filmes de ficção científica tem muito o que comemorar, pois parece que esta espera em breve chegará ao fim. 

*Gerardo Wisosky é executivo no Brasil da GeneXus International, empresa que desenvolve GeneXus – ferramenta de desenvolvimento de sistemas que permite criar aplicativos para as linguagens e plataformas mais populares do mercado, sem necessidade de programar.



Fernando Neves*

No mês de fevereiro o Facebook completou o seu décimo aniversário. A maior e mais poderosa rede social do planeta, com mais de 1,2 bilhão de usuários cadastrados em todo o mundo, é claro, não nasceu desse tamanho. Inicialmente destinada a estudantes da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 2006 chegou ao púbico em geral. No Brasil somente em 2011 a rede de Mark Zuckerberg desbancou o Orkut que reinava por aqui até então.

O Facebook foi crescendo, mudando, trazendo novos hábitos e ninguém sabe exatamente aonde isso vai dar e se essa estrada tem um fim. Sinônimo de rede social, o Facebook, juntamente com outras mídias digitais, mudou o mundo das comunicações e o negócio de relações públicas para sempre. Nesse tempo tivemos que aprender e repensar sobre muitas coisas. Aqui está uma lista com algumas delas:

1| Comunicação de Mão Dupla. Relações públicas não é uma via de mão única. A verdadeira obsessão que ainda temos com a grande mídia tem frequentemente nos levado a esquecer o papel de envolver os diversos públicos em uma conversa. Páginas do Facebook que apenas se concentram em mensagens marqueteiras sobre suas marcas não funcionam. Ouvir e envolver a audiência, oferecendo conteúdo adequado ao que os consumidores procuram é a chave do sucesso. 

2| Liderar Conversas. A compreensão de engajamento editorial e reputação dá diversas vantagens ao relações públicas. Não tentamos controlar uma mensagem ou impor pontos de vista, mas sabemos como ninguém liderar e participar de conversas. E essa é uma das razões pelas quais estamos capacitados para ajudar a promover marcas e construir comunidades no ambiente das redes sociais.

3| Influenciadores. Os jornalistas não são os únicos influenciadores que devemos envolver em uma tentativa de alcançar o público. Muitas pessoas e organizações estão construindo comunidades em rede, estabelecendo conversas e trocando informações sobre os mais variados temas. Procure os influenciadores que têm uma comunidade relevante para sua organização.

4| Comunidades. Hoje as empresas têm a oportunidade de se tornar influenciadores, mostrando-se especialistas em suas áreas de atuação, construindo suas próprias comunidades e participando das comunidades existentes. Empresas podem falar diretamente com seu público e isso muda muitas das regras do velho jogo da comunicação.

5| Tempo Real. O mundo está mais acelerado. E as mídias sociais pisaram ainda mais fundo no pedal do acelerador. Tudo é para agora e não temos mais o tempo que tínhamos para elaborar materiais e distribuir para a imprensa. As rede sociais, como o Facebook, operam no ritmo da vida on-line e temos que nos adaptar e ajudar as empresas a reconstruir a sua função de comunicação em torno de um modelo de redação em tempo real.

6| Mídia paga - Mídias como Facebook deixaram muito mais claro os modelos de negócios. Se você quiser que o seu conteúdo seja amplamente visto por todos, sabe que terá que pagar por isso. O trabalho de relações públicas vai ser cada vez mais um misto de mídia espontânea, criada e paga. E não há nenhum mal nisso.

7| Dados – Muitas ferramentas possibilitam o monitoramento de conversas nas mídias sociais que podem nos municiar com análises e insights para um planejamento melhor das nossas ações. O próprio Facebook oferece insights para páginas que nos permitem compreender o alcance e engajamento de conteúdo.

8| Desenvolvimento de conteúdo. Conteúdo em diferentes formatos é o que dá base a campanhas atuais de relações públicas e não mais apenas textos e uma imagem de um executivo ou produto para ilustrar. Temos competência para criar áudio, imagens, texto e vídeo, e devemos estar cada vez mais confiantes para ajudar as marcas contarem suas histórias através de todas as formas de mídia.

9| Contar histórias. Todos os dias as pessoas estão expostas a inúmeras mensagens de marca. A imensa maioria são mensagens meramente corporativas que não tocam o público-alvo e estão perdidas no meio de todo o ruído. Não se deve esquecer que estamos em uma conversa permanente com nossa audiência e é preciso contar histórias consistentes.

10| Valor e propósito das relações públicas. Confundir relações públicas com assessoria de imprensa é um erro. É, no fim, desvalorizar o nosso próprio negócio. Relações Públicas é uma disciplina de gestão estratégica focada na construção de reputação e imagem, por meio do uso de várias formas de mídia. E isso é muito mais valioso para as organizações do que somente relações com a imprensa.

*Fernando Neves é jornalista, especialista em Mídias Sociais e diretor da Ketchum Digital.




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