quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Olha quem corre da chuva e fica esperando parar de chover

Paper está sendo lançado hoje nos EUA, apenas para usuários de iPhone

O Facebook comunicou a estreia do Paper, aplicativo mobile para leitura de notícias. O app apresenta conteúdo dividido em 19 seções, incluindo as editorias cultura pop, tecnologia, esportes e LOL, além de exibir um feed de notícias com um design diferente do app principal da rede social.

A novidade está disponível para iPhones desde a última segunda-feira (3/02), somente para consumidores norte-americanos. Ainda não há previsão de lançamento em outros países ou para sistema Android.

Cada seção terá um carrossel de imagens no topo da interface, com histórias embaixo das fotos. O Paper foi desenvolvido para ter uma cara diferente dos demais aplicativos do Facebook.

Os usuários poderão assinar as editorias de interesse e o conteúdo será curado por meio de um processo que envolve algoritmo e seleção humana. Por enquanto a personalização das seções não está disponível.

Outra funcionalidade da ferramenta é a pré-visualização do conteúdo antes da publicação. O compartilhamento pode ser visualizado pelos amigos do usuário na versão web da rede social.

Por enquanto, Paper não tem anúncios. É provável que a empresa inclua publicidade no futuro, depois de observar como os usuários se engajam com o serviço.



Um hacker já conseguiu burlar a segurança do novo recurso de verificação humana desenvolvido pelos técnicos do Snapchat. 

O mecanismo foi adicionado na última atualização do aplicativo e pede para que os novo usuários identifiquem imagens que contêm a logomarca da empresa – um fantasma branco – com o objetivo de impedir a criação de contas por computadores mal-intencionados. 

Em seu blog, o hacker Steven Hickson afirma ter criado um programa capaz de identificar automaticamente as imagens com os “fantasminhas” em torno de 30 minutos. Para burlar o sistema de segurança, ele desenvolveu um sotfware capaz de identificar pontos da logo do Snapchat nas figuras do teste. 

No LinkedIn, Hickson identifica-se como um assistente de pesquisa de pós-graduação no Instituto de Tecnologia da Geórgia. "Com muito pouco esforço, meu código era ‘achar o fantasma’ no exemplo acima com 100% de precisão”, escreveu no post.

“Não estou dizendo que é perfeito, longe disso. Só quero dizer que se leva menos de uma hora para treinar um computador para passar pelo sistema de verificação, você está fazendo algo errado”, informou Hickson. 

O hacker também chama atenção para outra falha do aplicativo que, no começo deste ano, teve 4,6 milhões de números de celulares de usuários divulgados online. Ele disponibilizou o código do seu “hack” (configuração ou re-programação de um sistema não autorizada pelo proprietário) no GitHub.

Quando procurado pelo Mashable, um porta-voz do Snapchat deu a seguinte declaração: "Nós continuamos a fazer progressos significativos em nossos esforços para assegurar o Snapchat. Por razões de segurança, não podemos fornecer informações detalhadas sobre as contramedidas de segurança".

Com informações do Mashable



O Brasil ocupa hoje a 7ª. posição no ranking mundial em tráfego de publicidade
móvel, atrás dos EUA, Índia, Canadá, Reino Unido, Rússia e Indonésia

Com o início do ano, a Opera Mediaworks lançou uma análise de anúncios móveis durante o último trimestre de 2013, revelando mais um ano de crescimento para a indústria. A companhia descobriu que nos três dias do Natal (24, 25 e 26 de dezembro), o número de smartphones cresceu 13% nos EUA e 22% na Europa, demonstrando as vendas fortes desses dispositivos durante as férias do final de ano.

O relatório também constatou um aumento significativo de tráfego global de anúncios, comparado com o ano anterior, alcançando 425 milhões de consumidores e mais de 60 bilhões de impressões por mês.

Seguem os destaques:
1| Receitas do iOS positivas, mas Android representa maioria do tráfego de anúncios móveis para celulares. Durante o Q4, os dispositivos iOS capturaram 56% das receitas, comparado com 50% no Q3. Mas, comparando o tráfego do iPhone e do Android, a Android registrou a maior participação com praticamente 36%, comparado com 28,7% do iPhone. 

2| Mercado brasileiro de anúncios móveis sobe no ranking; audiência é diferenciada por tipo de dispositivo, comportamento. Antes mesmo da Copa do Mundo de 2014, a audiência móvel no Brasil atingiu um tamanho comparável com o de outros mercados significantes, como Canadá, México e Austrália. Hoje, o Brasil é o 7º maior mercado, com o Android predominando (47,6% comparado com 14,9% para iOS). Os brasileiros utilizam muito as redes sociais, com 40% do tráfego gerado por sites e aplicativos Sociais.

3| Os sites de aplicativos de redes sociais são mais populares. O maior volume de tráfego foi gerado pelos serviços de redes sociais, com 34,25% do todo o tráfego global. Em segundo lugar é a categoria Música, Vídeo e Mídia, com 17,7% do tráfego; essa categoria foi a campeã de receitas (20,6%) com o consumo de música e vídeos aumentando cada vez mais através dos celulares. Os sites e aplicativos de Artes & Entretenimento capturaram 18,2% das receitas.

4| Número de anúncios para filmes e eventos de entretenimento aumentou no Natal. Muitos consumidores estavam recebendo mais anúncios para produtos e possíveis presentes durante as semanas que antecederam as férias de Natal, mas durante a semana de Natal os anúncios de entretenimento tomaram a frente. Praticamente 1 em 3 anúncios era de filmes ou eventos de música e entretenimento durante o período de férias. Essa categoria era seguida por Comida & Bebida, com 17% dos anúncios representando produtos e serviços dessa categoria.

“2013 foi um ano muito bom para o setor de anúncios móveis. Nas agências, as campanhas móveis deixaram de ser o segundo plano e substituíram os banners tediosos. Muitos anunciantes registraram mais tráfego de smartphones e tablets do que desktops, e alguns ganharam mais dinheiro com os anúncios móveis, comparado com desktops", disse Mahi de Silva, CEO, Opera Mediaworks. "Com o número de novos dispositivos crescendo 13% apenas nos EUA, esse crescimento deve continuar em 2014. Estamos prevendo que o investimento global em anúncios móveis deve representar até 20% de todos os anúncios digitais em 2014."

Para ler a versão completa do Relatório de Publicidade Móvel - Q4 2013, visite:



o
Feliz Ano Novo! É assim que começo esse artigo, aproveitando para plantar a pimenta e perguntar: será um ano feliz para nós, do e-commerce?

Participei de uma pesquisa internacional sobre o nosso mercado online, para uma universidade americana, e tivemos um resultado bastante positivo e surpreendente, quando falamos sobre a integração de canais. Isso porque os grandes players têm feito uma excelente lição de casa no pós-venda, e o exemplo vem sendo seguido pelos pequenos players (guardadas as devidas proporções), o que acaba nos remetendo à necessidade da integração de canais.

E quando falo em lição de casa, quero dizer que os grandes aprenderam que existe muito mais a fazer depois da venda, do que no ato da venda propriamente dito. Conseguimos, dentro do e-commerce, gerar experiência de compra, e isso não foi fácil.

Penso que um belo dia vamos nos deparar com lojas físicas, conceituais, de quase todos os grandes players do comércio eletrônico, tudo em nome de uma experiência mais completa para o cliente, sendo que o contrário já vimos acontecer com quase todos os grandes do mercado físico.

Com o aparecimento de uma grande quantidade de lojas online, também passa a existir uma grande preocupação com a falta da mão-de-obra qualificada, já que estamos na época dos especialistas no mercado digital, sem nenhuma formação, e com pouca experiência no mercado.

Vejo profissionais com benchmark de uma única empresa, já se apresentando como um sênior no mercado online, e isso tem assustado bastante. Essa realidade reflete no nosso custo operacional, que sofre com a perda de mão-de-obra todos os dias, à custa de alguns tostões a mais. No marketing digital isso é ainda mais difícil. Não existem recém-formados pelas universidades de ponta com esse foco, e também não temos muitos profissionais pensando em mídia digital, por exemplo.

Além disso, o big data é outro fator que compromete a nossa felicidade em 2014. Temos muita informação na internet, mas as ferramentas ainda são muito caras, e tirar as informações da tela, para a efetiva estratégia, vem sendo um grande desafio.

Todas as lojas online, sites e tudo mais, hoje, pensam em mobile como grande sucesso para 2014, e acho que deve ser mesmo. Cada vez mais o consumidor vai se conectar por dispositivos móveis, para trabalhar, se relacionar e comprar! Mas como mensuramos resultados? Ainda não temos ferramentas suficientes para isso, e os valores de implantação daquelas que existem são altos, sem ainda provar os resultados nas mídias, por exemplo. E quando pensamos em mídia, falamos de target. Mas como vão nos apresentar os resultados?

Dentro do nosso negócio, SEO não é mais diferencial, mas um quesito obrigatório. Ao exibir o código fonte de uma página, vemos se temos um trabalho feito ou não, e cada vez mais estamos nos profissionalizando nisso. O desafio do conteúdo relevante tende a ficar gigante e ser cada vez mais desafiador. Vejo “cases” para isso em breve, e o principal desafio para o momento: a criação de mais marcas sólidas.

Já temos grandes players, e neste ano temos que mostrar que o meio da cadeia (os médios) também tem potencial para crescer e ganhar relevância de marca. Temos muitos candidatos nessa situação, e este é um ano decisivo para eles. Eu acredito no sucesso e vamos ter muito assunto em 2014. Boas vendas!

* Fátima Bana é mestre em comportamento digital do consumidor pela UCLA/USA. 
Certificada EFMD (European Foundation for Management Development) com o selo CEL. 
Mais de 10 anos de experiência em estratégia e inteligência de marketing digital e 
offline no varejo. Pós-graduada em comunicação com o mercado pela ESPM. 
Possui diversos cursos de especialização e MBAs, entre eles: neuromarketing,
varejo, e-commerce marketing, branding e pricing, ballanced scorecard,
 omni-channel, entre outros, sempre realizados nas melhores instituições 
de ensino do país e do exterior (ESPM, UCLA, Harvard, FGV, etc.).




Para a maioria das pessoas, aeroporto é um lugar de passagem. Quanto menos tempo perdido por lá, melhor. Mas, para o seleto grupo de viajantes de primeira classe, a espera pode ser vantajosa.

Quem viaja de primeira classe tem acesso livre aos lounges VIPs dos aeroportos, onde tudo, incluindo comida, é de graça. Sabendo disso, com apenas um único bilhete de primeira classe, um homem foi capaz de fazer refeições sem pagar durante um ano.

Na China, Kwong Wah Yit Poh soube aproveitar bem as regalias ofertadas nas salas VIPs. Ele reservou um lugar na primeira classe em um voo da companhia China Eastern Airlines e, após se deliciar com a comida servida para os viajantes de primeira-classe, em vez de embarcar, ele remarcou a data do bilhete.

Por 300 dias Kwong Wah Yit Poh repetiu o processo para comer de graça. E quando a equipe da companhia aérea começou a investigá-lo pelo número alarmante de remarcação de voos, ele simplesmente cancelou a passagem e recebeu um reembolso completo.

Com informações do Gizmodo.

Comentários:
E aí? Como você avalia esse comportamento, tanto da empresa como do passageiro? 



Já pensou como seria entrar em uma caixa de vidro dentro do oceano e poder admirar a beleza da vida marinha sem todo aquele aparato complicado de mergulhador? 

Pois o grupo sueco Genberg Underwater Hotels acaba de inaugurar o lugar dos sonhos na Tanzânia: conforto, beleza e vida marinha em uma linda suíte de hotel localizada debaixo d’água.

O Hotel Manta, localizado nas ilhas Zanzibar, da Tanzânia, oferece quartos submersos nas águas do Oceano Índico para os seus clientes.

Cada quarto, todo envidraçado, permite que o reflexo do fascinante azul das águas adentre o lugar e a vida marinha dê sua graça, nadando tranquila pelos mares do sul.

A suíte foi construída a quatro metros abaixo do nível do mar, localizada a 250 metros da costa. Acima, a casa submarina possui um espaço lounge com restaurante e no topo dele, um deck ideal para quem quer pegar um sol ou observar as estrelas durante a noite.

A maioria dos hospedes, é claro, prefere ficar no quarto submerso, apreciando a movimentação graciosa dos peixes e outras vidas aquáticas.

Durante a noite, pequenas lâmpadas são afixadas nas janelas, iluminando os animais aquáticos como polvos e lulas.

O resort possui 16 quatros, ao todo, e é muito procurado pelos mergulhadores.

Mas o sonho custa caro.

Uma diária abaixo do nível do mar durante a alta temporada chega a 1.500 dólares, cerca de 3.400 reais.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Funiculì Funiculá





o
A marca de produtos de higiene pessoal Nivea lançou sua primeira campanha digital para divulgar e posicionar no mercado a marca Nivea Men, exclusiva para o público masculino. Para isso, a AgênciaClick Isobar criou um filme com a assinatura “Você Sempre Pronto”, que está sendo veiculado no Youtube e Facebook. 

O vídeo-manifesto retrata certos comportamentos comuns no mundo masculino de forma bem humorada, como, por exemplo, o modo como assistem TV e preparam um churrasco.

“NIVEA MEN é uma marca exclusivamente masculina, e, por isso, queremos conversar diretamente com esse público. O filme é resultado do posicionamento da marca, que não define ou rotula o homem, mas entende e com bom humor retrata situações comuns a esse público” afirma Tatiana Ponce, diretora de Marketing e Shopper & Customer Marketing da NIVEA.

A Click Isobar desenvolveu também peças inspiradas no filme que serão veiculadas em portais de conteúdo masculino, ajudando a revelar como funciona a autoconfiança do homem. Assista ao vídeo:



Ficha Técnica
Cliente: NIVEA
Aprovação Cliente: Tatiana Ponce, Lilian Cruz
Agência: AgenciaClick Isobar
Atendimento: Jose Melchert, Hamilton Leão, Sandra Zimberkinop, Nathalia Martinez
VP de criação: Fred Saldanha
Direção executiva de criação: Juliana Constantino
Redator: Rafael Campos
Diretor de arte: Bernardo Correa
Produção: Priscila Moscovich e Cacau Florentino
Planejamento: Renata Bokel, Rafael Castro e Amanda Agostini
Mídia: Rose Campiani, Marcio Jorge, Natalia Traldi e Carolina Gattás
Produtora de vídeo: Dogs Can Fly
Diretor: Tom Stringhini
Características: HD
Produtor Executivo: RicardoWhately
Direção de Fotografia: Lito Mendes da Rocha
Equipe Produção: Equipe Dogs Can Fly
Elenco: Flavia Cocozza
Montador: Arthur Britto
Pós-Produção: Blank
Finalização: Dogs Can Fly
Finalizador: Cesar Soares
Atendimento: Mônica Siqueira, Carol Junqueira e Juliana Tait



A ideia de fazer vídeos de segurança engraçados já não é totalmente nova.

Desta vez, a Delta Airlines buscou na década de 80 inspiração e elementos de cultura pop. Ao longo de mais de 5 minutos, a comissária de bordo explica os procedimentos, enquanto aparecem imagens dos passageiros que parecem ter saído diretamente do DeLorean do dr. Emmett Brown. 

Como o Brainstorm 9 analisou: “É um divertido desfile de cortes de cabelo horríveis, roupas idem e várias coisas que deixaram saudades – destaque para o Atari, fitas cassetes e até mesmo Alf”. 

Assista abaixo:




A disputa entre os profissionais no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada. Tanto quem já está empregado, mas busca uma recolocação, quanto quem está de fora e busca uma oportunidade, acaba se deparando com enormes dificuldades em encontrar boas vagas.

Com o mercado brasileiro aquecido pelo crescimento econômico do país, as empresas e indústrias abriram mais vagas de emprego, que foram rapidamente preenchidas por uma população que está bem mais qualificada, também por conta da boa saúde econômica do país.

Com um pouco mais de dinheiro no orçamento, e com a larga oferta de universidades oferecendo cursos de graduação com mensalidades muito baixas, o número de jovens cursando universidades cresceu muito. 

Segundo dados do Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o Brasil ultrapassou a marca de 7 milhões de matriculados no ensino superior em 2012, um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior.

Nesse cenário, o que é preciso para que um profissional de destaque dentre tantos outros? A resposta é a especialização.

Com a larga oferta de universitários, o mercado busca profissionais especializados em suas áreas, com cursos de pós-graduação ou MBA. 

Com a Graduação sendo considerada cada vez mais obrigatória nos currículos, ela deixou de ser um diferencial.

Sendo assim, o profissional que quer se destacar e buscar patamares mais altos em sua carreira necessita de formação mais qualificada e especializada.

Então, esteja preparado.




Uma câmera desenvolvida pelo austríaco Jens Peters vem sendo considerada a revolução em termos de imagem para eventos esportivos. Tudo porque a Spidercam é capaz de produzir imagens em super definição, graças ao sistema de cabos feitos de fibra sintética, que acompanha a câmera.

Os cabos permitem que a estrutura seja montada sobre o local do evento a ser filmado, criando uma "teia de aranha" que permite a movimentação da câmera. Além de grandes eventos esportivos, a câmera, inspirada nos capacetes dos Stormtroopers de Star Wars, também é uma ótima opção para transmissão de shows, já tendo sido utilizada nos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Confira aqui o vídeo da câmera em ação



Diversas pesquisas das últimas décadas revelaram que a conquista e poder transforma sistematicamente a forma de agir das pessoas. Quando alguém atinge o topo de sua carreira em uma empresa ou companhia, tem grandes chances de passar a priorizar apenas seus próprios objetivos, falhando em levar a perspectiva de outros em consideração. É comum que aqueles no topo prefiram preservar seu poder, algumas vezes de forma agressiva, quando sentem que funcionários de menor escalão podem ameaçar sua colocação. O pior é que muitas empresas ainda não perceberam os danos que esses líderes egoístas podem causar.

Pesquisas publicadas pela universidade Stanford Business apontam que funcionários com grande poder que trabalham com colegas que podem ser uma ameaça tendem a atacar. No pior dos cenários, esses conflitos podem causar demissões e fracassos da equipe.

Os estudos apontam, também, para diferenças básicas entre equipes com pouco poder, onde a hierarquia ajuda e é fundamental para o sucesso, e as com grande poder, onde colocar vice-presidentes com executivos de baixo escalão trabalhando juntos tem o efeito inverso.

A Stanford Business listou três passos que as organizações podem seguir para evitar que a guerra de ambições prejudique os números da empresa. 

Confira:
1. Defina, discuta e reforce os papéis. Os problemas com as equipes acabam se os membros conseguem ver claramente quais são suas funções.

2. Estabeleça uma política de tomar decisões em grupo. Os membros da equipe com maior cargo se sentirão menos ameaçados quando compartilharem as decisões com os outros membros, pois diminuirá a diferença de poder entre eles.

3. Providencie um treinamento para conflitos e crie uma cultura de respeito. Se os membros da equipe sabem como administrar um conflito, conseguirão encontrar mais facilmente a solução para o problema.

Por último, fica a dica: companhias que ignoram a luta hierárquica entre seus funcionários estão colocando seu desempenho em risco.



No começo do ano de 2010, um dos meus clientes, preocupado com as diversas reclamações que recebida decidiu confrontar sua equipe. Bradava em fúria, segurando dezenas de e-mails impressos em suas mãos. A equipe, amedrontada, assistia a cena sem qualquer reação.

Obviamente que todo o discurso eloquente sobre o valor do cliente para a empresa não foi suficiente para que houvesse mudança de comportamento. Durante algumas semanas as reclamações diminuíram, mas logo o problema voltara a se repetir.

Em todas as equipes, em todas as empresas as pessoas necessitam saber onde estão errando. Apontar uma falha e exigir mudanças, mas sem dizer exatamente o que deve ser corrigido, melhorado ou aprimorado é ganhar a antipatia das pessoas gratuitamente.

Mas voltando ao meu cliente, o que fizeram foi exatamente isso. Depois de perceberem que aquele não era o caminho decidiram criar uma estratégia para promover a mudança desejada.

Como sabemos mudança não é um evento, é um processo.

Foram definidos critérios de avaliação, horários de visitas e/ou ligações, formato do contato, assuntos a serem tratados e simulações de atendimento que repetiam as situações abordadas em reclamações anteriores. E por fim treinamos a equipe de atores que representariam os clientes.

Os contatos foram gravados e analisados, os gestores das áreas acompanharam o trabalho e os colaboradores receberam feedback, ouvindo as gravações tiveram a oportunidade de realizar, inclusive, uma autocrítica sobre a qualidade do seu atendimento, para empresa e para o cliente.

Surpreendentemente, muitos colaboradores não tinha noção de que uma palavra mal colocada ou mal interpretada, um gesto, uma expressão facial ou até mesmo uma inocente brincadeira poderiam prejudicar seu relacionamento com o cliente.

As pessoas não dão o melhor de si nem se mantêm motivadas a realizar uma atividade por muito tempo sem que conheçam a importância do trabalho que realizam. Sem feedback as pessoas se sentem fracas, excluídas e robóticas. Agora, quando se sentem responsáveis, importantes e capazes, querem crescer e melhorar cada dia mais.

A escalada ao topo da qualidade é árdua e íngreme. Entretanto com planejamento e as ferramentas certas é possível, para qualquer empresa, de qualquer seguimento e tamanho.

* Débora Martins é especialista no gerenciamento das relações entre empresas e clientes. 
Consultora, palestrante e jornalista, sócia-diretora na Atender Bem Consultoria e 
Treinamento Ltda. desde 1999. Auditora NBR Isso 9001:2008 pelo SENAI/SP. 
Reconhecida com o troféu “Destaque Empresarial Feminino” 2013 na Câmara 
Municipal de São Paulo. Desenvolve programas de treinamentos e palestras
 sobre atendimento a clientes, vendas, motivação e carreira.  
Palestrante convidada da Associação Comercial de São Paulo, jurada do
 Prêmio ABT 2010 e consultora do Instituto Via de Acesso e Alobrás. 
Autora do livro: “100 dicas de ouro para o sucesso pessoal e profissional” (2013) 
e também co-autora dos livros: “Os trinta + em Atendimento e Vendas” (2008), “Os trinta + em Motivação do Brasil” (2009) e “A arte de se tornar um profissional cobiçado” (2012). Colunista do Portal Administradores e autora de diversos artigos sobre os temas relacionados.



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Recomeçar sempre

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O Brasil tem um país emergente dentro dele que se constitui na oitava maior nação, em termos populacionais e o 16º país, em relação ao poder de consumo. Foi o que constatou o Instituto Data Popular no estudo “Brasil Popular: O Retrato das Classes C, D e E”. Com cerca de 155 milhões de pessoas, as classes média e baixa são maioria no país e seu potencial econômico é superior a muitas nações como Turquia, Indonésia, Suiça e Holanda.

Segundo o levantamento do Data Popular, esse país fictício movimentou em 2013, R$1,27 trilhão. “Esse número coloca o ‘Brasil CDE no G20 das maiores economias do mundo”, explica o presidente do Data Popular, Renato Meirelles.

O estudo apresenta ainda que as classes C, D e E juntas representam 67% da posse de cartão de crédito e 62% do total de contas correntes ativas do país. Com relação ao seu consumo, essa camada da sociedade é a locomotiva da atividade econômica em todos os setores.

Como exemplos desse poderio de consumo, o presidente do Data Popular cita que 60% dos computadores no país pertencem às classes mais pobres, 63% dos R$ 87 bilhões gastos em roupas e 43% dos R$ 51 bilhões das despesas de viagens foram feitas pelos brasileiros das classes C, D e E.

O empreendedorismo dessa população também é destaque no estudo do Data Popular. Segundo Meirelles, a cultura empreendedora está bem enraizada entre as pessoas. “Daqueles que ainda não abriram um negócio próprio, 23% têm intenção de ser patrão de si mesmo em até três anos. Eles querem ter bar, salão de beleza, oficina e outros tipos de estabelecimentos de comércio e prestação de serviços para tirar dali o sustento da própria família”, explica.



Relatório da Millward Brown indica desafios para o Marketing Digital e para planejamento de mídia em 2014. Marcas devem promover ações integradas em várias plataforma

Adaptar-se ao cenário multi-telas será o maior desafio para os profissionais de Marketing e para as marcas em 2014. 

Esta é um das 12 tendências apontadas para o Marketing Digital e para a área de planejamento de mídia pelo relatório da Millward Brown. 

A primeira delas é classificada na pesquisa como agnosticismo das telas, pois as pessoas consumirão conteúdo de vídeo por quaisquer meios que forem mais convenientes num determinado momento, o que forçará os anunciantes a otimizar suas campanhas para maximizar os resultados. As plataformas de micro-vídeos, como o Vine e o próprio Instagram, também continuarão ganhando força. A pesquisa indica que a maioria do conteúdo desse tipo será inicialmente compartilhado como viral, mas abordagens promocionais pagas, que geram maior escala, logo vão aparecer.

A terceira tendência é sobre computação vestível. A consultoria acredita que as "Wearable Screens" ganharão muita adesão em 2014. Outro ponto citado na pesquisa é que as ferramentas de Big Data serão fundamentais para montar este "quebra-cabeça" de informações sobre os usuários.

A Millward Brown aponta também que os conteúdos mais valorizados serão aqueles com características minimalistas, mas que obedeçam a alguns padrões, como serem multitarefas, interativos e que possam ser acompanhados em vários dispositivos com continuidade (a pessoa começa a consumir o conteúdo em um smartphone e termina na smart tv, exatamente de onde parou).

Mídia tradicional e digital finalmente integrada
Outro ponto do relatório da Millward Brown fala sobre a integração entre ações digitais e em mídias tradicionais. 2014 será o ano em que os diferentes canais poderão conversar entre si e conduzirem estratégias de Marketing realmente integradas. O fenômeno da social TV também ganhará força, capitaneado pelo Twitter. O microblog continuará a definir a TV social num futuro bem próximo e irá cada vez mais monetizar seu domínio neste espaço.

As marcas devem estar preparadas para entregar conteúdo cada vez mais customizado para os consumidores, principalmente os mais jovens. E isso vai fazer com que o investimento em vídeo migre cada vez mais da TV para as multi-telas. 

O estudo indica também que plataformas como outdoor, out of home e até mesmo no ponto de venda ganharão telas, mas estas precisam funcionar de maneira unificada. 

"Profissionais de marketing que vão além das telas e implementam estratégias multicanal verdadeiramente integradas serão os maiores vencedores", diz a pesquisa.



Marca da Mars quer reforçar a versão úmida como opção 
completa de alimentação para os gatos. Novidade conta 
com campanha nas mídias tradicionais para chamar a atenção do público

A Whiskas apresenta uma linha de alimentos em sachês para os gatos. Marca da Mars quer reforçar a versão úmida como opção completa de alimentação para os felinos. 

A empresa pretende investir neste segmento e aposta no crescimento do mercado de gatos e na expansão dos alimentos úmidos para animais de estimação. 

Um dos objetivos é esclarecer e conscientizar os donos de que a versão em sachê é um alimento 100% completo e pode substituir a versão seca com vantagens, entre elas a praticidade no transporte e armazenagem, visto que são porções individuais, e o fato de ser um alimento com água, auxiliando no processo de hidratação, uma vez que muitos gatos não têm o hábito de beber água com frequência. 

A novidade conta com campanha nas mídias tradicionais para chamar a atenção do público.



o
Vacas literalmente explodindo. Esse é o resultado dos experimentos da Animoil, companhia que decide dar PetroPellet, alimento de petróleo, aos animais que cria. A história absurda é o ponto de partida de “Farmed and Dangerous”, nova série da rede de restaurantes Chipotle, e será veiculada no Hulu – concorrente da Netflix – a partir de 17 de fevereiro, nos EUA.

Conhecida por defender o bem-estar dos animais criados em gado, a marca veiculou a peça The Scarecrow, em 2013, com uma crítica sobre o assunto. A série, no entanto, adota um tom de sátira. Com duas horas de duração e dividida em quatro capítulos, a trama conta os estragos que uma indústria irresponsável pode causar.

“Farmed and Dangerous” foi produzida pela nova-iorquina Piro ao lado de Mark Crumpacker, CMO da Chipotle, e William Espey, brand voice da marca. Segundo o New York Times, cada episódio da série custou cerca de US$ 250 mil. O elenco inclui Ray Wise (Twin Peaks e Mad Men), John Sloan (Grey’s Anatomy) e Karynn Moore (Water for Elephants).

Assista ao trailer:
Fonte: Proxxima



o
Nos dez anos de criação do Facebook, quanto tempo você já gastou conectado à rede social? Para responder essa pergunta, a Revista Time criou uma ferramenta que contabiliza o tempo que você dedicou na rede, seja bisbilhotando a vida de outros usuários na rede ou apenas atualizando as informações. 

O aplicativo faz o cálculo com base na frequência de postagens, desde a criação do perfil até o post mais recente. Confira.



Para 44% dos brasileiros, as obras desenvolvidas para a Copa do Mundo 2014 sofrem com o desvio de verbas. 

Uma pesquisa da Hello Research mostra o nível de insatisfação da população em relação ao mundial da Fifa. 

Para 46% dos entrevistados, o dinheiro das obras deveria ser investido em questões sociais. As mulheres são mais críticas neste ponto, representando 48% das respostas. 

Em relação às obras nos aeroportos, 39% dos brasileiros acham que também haverá desvio e corrupção, índice que cai para 38% nos investimentos em transporte público. 

E a rede hoteleira ficará de fora de tanta corrupção e verbas desviadas? 

Não, na visão de 37% dos entrevistados pela Hello Research para o estudo “Fora de Campo”.

A Hello Research ouviu pessoas em em 70 cidades espalhadas por todas as regiões do país.



A Devassa apresenta o ex-jogador Romário como seu
garoto propaganda para as ações do carnaval 2014

A marca é mais uma vez a cerveja oficial da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e montará o camarote "Espaço Devassa". 

Com o mote #VemPraPelada, o local terá uma cenografia diferenciada, dividida em três ambientes, que envolverá o convidado na temática “Pelada”. Na decoração, imagens e sons transportam para um ambiente totalmente descompromissado, um olhar jovem, sofisticado e moderno sobre o tema. Os convidados poderão assistir ao desfile das escolas de samba ou acompanhar as atrações do próprio camarote.

A marca da Brasil Kirin também faz uma homenagem ao Rio de Janeiro em suas embalagens. Todas as latas comercializadas durante o período foram criadas em parceria com o Movimento Rio Eu Te Amo, que busca incentivar gestos de amor pela cidade e apoiar ações criativas. Com fotos do Rio de Janeiro, as embalagens irão retratar a cidade na visão do carioca. Outra novidade do Espaço Devassa 2014 é a Garota Devassa, que este ano terá Grazi Massafera



Criatividade é o ponto de partida para boas ideias. Um projeto inovador depende de trabalho em equipe e da identificação das necessidades do consumidor para entregar uma solução

A inovação é uma meta perseguida por grande parte das companhias que buscam se destacar frente a concorrência e conquistar um lugar de destaque junto ao consumidor. Para que isso aconteça é necessário diferenciar a criatividade da inovação, dois princípios diferentes comumente confundidos. A primeira é o ponto de partida para a segunda. Um projeto é inovador a partir do momento em que deixa de ser apenas uma ideia e se torna uma tendência de consumo entre os consumidores.

Uma mentalidade inovadora no ambiente corporativo passa obrigatoriamente por alguns pilares: planejamento estratégico para identificação dos pontos que demandam atenção, compreensão das falhas dos produtos, percepção das necessidades dos consumidores, trabalho em equipe e esforço para driblar dificuldades orçamentárias. “Para inovar é necessário saber aonde quer que isso aconteça, pois inovar de uma maneira caótica pode até ser possível, mas identificar aonde estão os problemas é mais eficiente”, diz Luiz Serafim, Gerente de Marketing da 3M do Brasil, em entrevista para a TV Mundo do Marketing.

Criatividade como ponto de partida para inovar
Para pequenas e médias empresas, a criatividade é o ponto de partida para as empresas desenvolverem projetos de inovação. Para que isso aconteça, as empresas que se propõe a uma postura inovadora devem incentivar a liberdade criativa entre seus funcionários e estarem abertas a ouvir ideias e identificar aquelas com potencial para serem postas em prática. “A cultura é um dos principais alicerces: se tem alguém em uma área da empresa que quer dar uma ideia, mas o chefe não é sensível a ouvir, a pessoa ficará desmotivada”, comenta Luiz Serafim.

Sabe-se quando um projeto deu certo quando ele entrega resultados que podem ser no aumento de vendas, redução de custos ou aumento da satisfação do consumidor. Inovação é fazer o inédito, sendo assim, é fundamental dispor de certo grau de tolerância ao erro, inerente ao desafio de fazer algo nunca antes testado. “As pessoas tem que fazer o que gostam, mas em ambientes desafiadores. Uma das peças mais importantes para empresas inovadoras é o investimento em liderança para criar mecanismos onde os gestores inspirem as pessoas e desafiem e sejam acessíveis à ideias “, avalia o Gerente de Marketing da 3M.

Trabalho de equipe leva o projeto à pratica
Para criar algo novo é necessário mais do que uma boa ideia. Existem etapas de planejamento e execução a serem cumpridas aonde a participação de diferentes profissionais e a aproximação do público são pontos indispensáveis para identificar aonde o projeto se insere e se aproxima das necessidades reais do cliente para oferecer soluções. “O consumidor participa do processo de inovação. A empresa precisa fazer mais do que pesquisas, necessita de indicadores próximos do cliente e do mercado, carece de empatia, entrar na pele do cliente e vivenciar a experiência junto a ele”, diz Luiz Serafim, em entrevista ao Portal.

O processo de fabricação de um projeto inovador depende de um time para desenhar as características do que será lançado, desenvolver um protótipo e comunicar a ideia ao público. Para que este trabalho seja completo, um caminho é a adoção de processos colaborativos. “Quando se tem uma estrutura de empresa em que as pessoas colaboram e trocam experiências e conhecimento, você tem uma plataforma muito favorável para crescer. Se você juntar clientes para falarem a respeito da sua empresa você tem uma ótima fonte de ideias”, aponta o Gerente de Marketing.

Para inovar a empresa precisa de projetos a longo prazo
Na rotina empresarial, entretanto, o curto prazo consome a maior parte dos esforços diários das equipes em busca de alcançar as metas e a produtividade prevista para o mês. Apesar das emergências do dia a dia, se o foco for inovar, é importante separar tempo e energia para traçar planos de longo prazo. “Além de fazer aquilo que todo mundo está fazendo para não ficar para trás e se preocupar com o giro cotidiano da empresa, é importante ter na agenda espaço para pensar a frente do seu tempo, pois isso dá espaço para inovar”, pontua Luiz Serafim.

Para enxergar uma oportunidade antes dos concorrentes o caminho é estar atento às megatendências para saber como se posicionar diante de cada uma. “Analisar as megatendências que impactam o mercado é uma questão de sobrevivência. O importante é o que as empresas, independente do segmento, estão fazendo com essas tendências e como elas estão traduzindo isso em solução e ofertas”, diz o Gerente da 3 M.

Entrega de soluções
Para fugir do lugar comum, as empresas devem buscar entregar soluções e explorar mercados que cabem dentro da marca. Uma possibilidade é criar objetos de desejo para o público, aumentando também a sua participação no ponto de venda. “A 3M inventou o durex, a fita commoditizou, ai nós criamos o acessório que corta a fita e deixa a ponta sempre a mostra. A ideia veio de uma necessidade identificada pelo cliente no ponto de venda. Se eu olhar apenas para o concorrente, sempre existirão produtos melhorando. Tenho que olhar para o cliente e o que ele quer para agregar valor”, conta Luiz Serafim.

Parte da evolução de produtos e processos de uma empresa passa por incorporar novas competências técnicas e melhorar pontos deficientes. “No Post It precisávamos rejuvenescer uma marca que já era admirada pelo público. Incorporamos competências de design que antes talvez a empresa não tivesse. Lançamos suportes de Post Its em formatos divertidos como maçã e o cachorro da Fita Scotch. Com isto, os produtos se tornam objetos de desejo”, complementa o Gerente de Marketing Brasil da 3M.

Fonte:  TV Mundo do Marketing



Ponto de venda tradicional divide espaço com o e-commerce e mantém demandas antigas. Profissionalização da equipe de vendas e estrutura ainda são desafios

O varejo tradicional vem passando por mudanças e enfrentando novos desafios na última década, como o crescimento do e-commerce e a necessidade de se integrar a múltiplos canais entregando a mesma experiência. Alguns pontos, entretanto, continuam sendo cruciais para o sucesso de um ponto de venda. Independente do ambiente onde se estabelece, existem traços que vão desde a ambientação da loja até o comportamento do atendente e que são capazes de determinar o quanto uma marca será bem sucedida. O consumidor continua desejando encontrar no ponto de venda um atendimento exclusivo, uma experiência encantadora e condições de pagamento variadas.

A jornada do shopper deve ser levada em consideração desde o momento em que o consumidor passa pela frente da loja até a busca do feedback algum tempo depois da venda. Já no comércio eletrônico, as empresas devem resgatar os dados de cadastro e histórico de compra de seus clientes para reproduzir no ambiente virtual a proximidade tradicionalmente dos pontos de venda físicos por meio do reconhecimento do perfil e das preferências de cada pessoa. 

A experiência principal do cliente com a marca se dá dentro do ponto de venda e a partir deste contato é possível gerar retorno e indicação de novos clientes, dois princípios antigos, mas que se mantêm eficientes na manutenção de uma loja. “Para que o cliente se sinta bem e permaneça o maior tempo possível dentro do ponto de venda é necessário que o empresário olhe para a loja com os olhos do consumidor e não com os seus olhos”, diz Michel Alcoforado, Antropólogo da Consumoteca, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Características fundamentais de uma equipe de vendas
No varejo, a equipe de vendas ainda é um dos seus principais ativos. Para transmitir o posicionamento desejado ao consumidor é necessário estabelecer procedimentos ajustados à marca. “Eles representam a empresa diante do consumidor e é importante que os funcionários estejam motivados e bem treinados, se sentindo respeitados e importantes dentro da corporação para que possam dar o melhor atendimento”, aponta Adalberto Beluomini, Professor de Varejo da FGV, em entrevista ao portal.

Todos os elementos na equipe contribuem para a conversão ou não em uma venda. Desde a aparência, forma de se vestir e cuidados com os cabelos, unhas, maquiagem ou barba dos vendedores são fatores que influenciam na decisão do consumidor. Um caminho é estabelecer um código de postura profissional padrão e adotar uniformes para assegurar que a imagem de marca será transmitida de forma correta. Outro ponto de atenção é a familiaridade dos atendentes com os produtos oferecidos. “Pega muito mal quando o vendedor não conhece profundamente o produto que está vendendo. O cliente percebe que ele não entende. Se a empresa não der o treinamento isto deve partir do próprio profissional”, comenta Adalberto Beluomini.

Garantir um padrão de atendimento nem sempre é fácil, pois há um problema de baixa qualificação do profissional de vendas. O lojista deve estar atento ao perfil do contratado para obter os resultados esperados. “Gostar de gente permanece como um traço fundamental para quem trabalha no varejo. Para o individuo ter sucesso e criar relacionamentos e fidelização com os clientes, precisa ter esta afinidade. Existe também uma necessidade constante de profissionalização, pois atualmente não tem mais espaço para achismos”, avalia Eugênio Foganholo, Diretor Geral da Mixxer Consultoria, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O ambiente da loja
Uma lição básica, mas que surte efeitos diretos na conversão, é utilizar a loja para educar o consumidor. Independente da maturidade da empresa, do ponto ou do segmento, cada elemento deve ser pensado para gerar conforto ao cliente e construir um bom repertório em sua mente e consequentemente gerar fidelidade e indicação espontânea. “Vemos consumidores sofrendo dentro do ponto de venda com uma força mal treinada que não consegue identificar as necessidades do comprador. Isso não muda, seja em uma loja na 5ª Avenida, em Nova York, ou em um boteco na periferia do Rio de Janeiro”, comenta Michel Alcoforado.

Todos os aspectos que constroem a loja contribuem na operação do estabelecimento e no encantamento. Isto passa pela arquitetura, aromas escolhidos, música ambiente, visual merchandising e vitrinismo. “Cada pequeno detalhe contribui para que o cliente aumente o tempo de permanência e amplia as suas chances de comprar. O lojista precisa olhar para o ambiente com a ótica do cliente e não com a dele para perceber as expectativas e deficiências”, diz Jorge Bittencourt, Professor do IBMEC, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Todos os esforços devem girar em torno da construção da coesão entre a entrega no ponto de venda e a imagem da marca. Isto deve acontecer também na integração entre as operações do e-commerce e da loja física. “As lojas precisam entender que elas são a mesma coisa no online ou no offline e que se a pessoa compra no digital, ela pode fazer uma reclamação ou uma troca na loja física. Esse dilema ainda não conseguimos resolver”, diz Michel Alcoforado.

Perceber o cliente é uma questão de sobrevivência
Para se manter entre as escolhas dos clientes, perceber as necessidades de cada um é fundamental. Um erro comum é trabalhar focado apenas em vendas imediatas, sem dar tanta importância para os processos pré e pós venda. “A maioria só pensa no cliente quando ele está efetuando uma compra, ou posteriormente, quando há alguma reclamação. Isto está errado: a loja não pode lembrar do consumidor só no momento em que algo deu errado. As marcas têm que convidar o consumidor para serem suas embaixadores”, complementa o antropólogo.

Para que o consumidor seja um defensor da marca, a relação precisa ir além da venda e passar pelo conhecimento de seus interesses, se transformando em um contato social. “O varejo chega a ser a segunda ou terceira fonte de interação do individuo na sociedade. Esta relação se estabelece seja por um breve contato visual com alguém ou por contar os seus problemas para o vendedor. Isso permanece da mesma forma que há décadas, pois antes de ser consumidor, a pessoa é um ser humano e necessita da interação social”, aponta Eugênio Foganholo.

Esta interação aproxima vendedores e clientes e gera o diálogo que permite o desenvolvimento da intuição do lojista, que se torna mais certeiro em suas sugestões e na condução da venda. “Não basta que o vendedor traga uma blusa azul quando solicitada. Ele precisa identificar pelo jeito do cliente qual é o tipo, tecido e estilo. Antigamente, o pequeno varejo conhecia os consumidores um a um e sugeria suas preferências. Hoje este cadastro é feito eletronicamente por meio de cartões de fidelidade, mas na prática, o potencial ainda é pouco explorado”, complementa Jorge Bittencourt.





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