quarta-feira, 3 de julho de 2013

Momentos

Uma Agência de Publicidade que nasceu com um modelo de gestão peculiar: não atender contas de governo, cigarro e bebidas alcoólicas destiladas. Manter esses valores éticos em meados dos anos 80, época em que essas indústrias representavam os maiores investimentos publicitários foi sem dúvida uma ação corajosa da Talent, uma das maiores agências de publicidade do País.

Confira a entrevista concedida pelo guru Julio Ribeiro  e também ouça o que ele fala sobre mídias sociais e sobre preço. Imperdível.




Dirigir com prudência, não jogar lixo nas ruas, segurar a porta para outra pessoa passar, doar sangue, cumprimentar os colegas de trabalho, ajudar nas atividades em casa. Essas são maneiras simples e cotidianas de praticar gentileza.

Desde 2009, a Rádio Itatiaia e a Fiat Automóveis vêm fazendo um importante convite à sociedade mineira.

Mais do que um projeto, o Pratique Gentileza é uma convocação a uma tomada de conscientização e mudança de hábitos e atitudes. Através de programetes, entrevistas e chamadas veiculados na Rádio Itatiaia, somadas às ações realizadas na cidade coordenadas pela Itatiaia no ponto, envolvemos os cidadãos nas questões que afetam o seu dia a dia.

Desta maneira, incentivamos a não violência, a qualidade de vida, atitudes positivas no ambiente de trabalho, a valorização do meio ambiente, convocamos as pessoas a trabalhar pela educação, a discutir a mobilidade urbana e buscar um trânsito mais humano, seguro e gentil.

Baixe aqui a apresentação do Projeto.



Obras famosas como a Monalisa e O Grito ganham versões com latas de cerveja na fanpage da marca.

A deusa Vênus, personagem central do quadro pintado por Sandro Botticelli, agora é a Vênus do Churras. A nova versão de uma das obras mais conhecidas da história da arte faz parte da exposição do Museu de Arte da Skol, divulgada na fanpage da marca.

Com bom humor, outras criações célebres como a Monalisa, de Leonardo da Vinci, e O Grito, de Edvard Munch, ganharam versões em que as latas de cerveja foram incluídas. O cenário também foi modificado. Na mostra, a Capela Sistina, de Michelangelo, foi transformada num boteco.




Empresa de solução tecnológica vê o setor varejista como impulsionador do mobile payment no País.

Muitas dúvidas ainda rondam a cabeça dos varejistas quando o assunto é mobile payment (pagamento via celular). “E as vantagens desse tipo de pagamento são inúmeras tanto para o estabelecimento como para o consumidor”, frisa Cícero Tortelli, presidente da Freeddom, empresa com foco em tecnologia de soluções nessa área.

A empresa, que anteriormente desenvolveu a plataforma tecnológica do Oi Paggo, tem agora suas atenções voltadas a projetos de pagamento via celular nas grandes redes varejistas, pois acredita que será esse o setor que alavancará a solução no Brasil.

Segundo Tortelli, o Brasil apresenta uma estrutura de meios de pagamentos eletrônicos madura e evoluída, e existe uma necessidade de atender a um grupo de 40 milhões de pessoas sem acesso a rede bancária, porém ávidas por crédito.

Pesquisas apontam que sete em cada dez brasileiros gostariam de pagar contas via celular. “Portanto, o desafio é mostrar aos 203 milhões de brasileiros que possuem celulares que o cartão de crédito pode estar dentro do celular”, afirma.

Os primeiros formatos de mobile payment que surgem no país são operadoras associadas a empresas de tecnologia para oferecer o serviço a seus clientes; instituições financeiras criando parcerias com operadoras para tentar estabelecer um modelo de negócio; e bandeiras de cartão de crédito tentando criar um padrão tecnológico para ser seguida por todos. 

A Freeddom aposta em outra vertente: o setor varejista como impulsionador do mobile payment no País. Enquanto os bancos discutem padrões, o varejo tem a independência, o relacionamento direto com os consumidores e a força de mais de 200 milhões de cartões emitidos. A seu favor estão a alta penetração na classe C e D, capilaridade de lojas, cultura da resposta rápida às oportunidades e desafios, forte apelo comercial e alto investimento em publicidade.

No cenário atual estão os bancos de um lado, que enxergam o mobile money como mais um canal que compete com os existentes, e do outro lado estão as operadoras, cada uma com seu modelo de negócio, tentando encaixar o mobile payment como prioridade em seus serviços de valor agregado ao cliente.

Por isso Tortelli acredita que o varejo tem tudo para estimular o mobile payment. Os varejistas podem aumentar suas vendas se permitirem que seus clientes comprem, aceitem ofertas e recebam promoções em seus celulares. Ao contrário da internet que permite a compra sem sair de casa, a mobilidade no aparelho celular é um excelente canal para atrair clientes para dentro das suas lojas.

Inclusive para as redes varejistas que não possuem private label. A empresa oferece uma plataforma de crédito sem os custos com a emissão do cartão de plástico, além de contar com todas as vantagens agregadas ao celular, como mobilidade, praticidade e segurança. Ao varejo, que já possui cartão próprio, a solução é conectar a versão mobile ao produto já existente e assim disponibilizar a alternativa do cartão para funcionar também por meio do celular.

Guilherme Messiano, gerente de novos negócios da Freeddom, destaca a importância dos produtos para os varejistas. “O varejo, que insere o private label no celular passa a oferecer produtos como o recarga remota de celular e aposta em loteria, como uma fonte de renda extra. Além disso, elimina o problema do consumidor não estar com o cartão no momento da compra. Com o cartão no celular, o varejista ganha com novas transações e o consumidor em praticidade”, explica o executivo.

No momento, a Freeddom está envolvida em um projeto piloto com um grande varejista brasileiro, ainda não divulgado. “Vai ao ar no segundo semestre e as expectativas são as melhores possíveis”, adianta Tortelli.

A solução adotada pela Nigéria
Com o aumento da produção petrolífera e, consequentemente, da circulação monetária no país, a Nigéria tornou-se um dos principais mercados do continente. Contudo, a população de baixa renda enfrenta dificuldades de acesso bancário, já que comprovar endereço e renda ainda é um desafio no país. Enquanto o PIB nigeriano cresceu US$ 181 bilhões, apenas 10% da população (15 milhões de pessoas) é bancarizada.

Foi justamente lá que a brasileira Freeddom foi escolhida pelo banco UBA, maior banco da África, para implantar uma solução mobile de conta simplificada. “Ainda há um sistema de tribos muito forte na Nigéria e o êxodo rural intenso dos últimos anos levou a população a improvisar formas de transferências financeiras. É comum que o motorista do ônibus que sai da capital rumo ao interior do país, faça o papel de agência bancária e distribua o dinheiro às famílias de acordo com seu itinerário”, comenta Adeyinka Adedeji, diretor responsável pelo projeto no UBA.

Devido ao mercado informal ser muito forte no país e o celular fazer parte do dia a dia de pelo menos 50% da população (são 151 milhões de habitantes), a solução mobile payment/transfer foi a opção encontrada para bancarizar uma parcela maior da sociedade nigeriana.
A solução desenvolvida pela Freeddom, batizada de U-mo, está rodando desde abril. Ela funciona como uma conta virtual, em que o cliente pode efetuar pelo celular depósitos em uma conta simplificada, sacar dinheiro em ATMs e fazer transferências para outras pessoas, mesmo que estas não sejam clientes do UBA ou do U-MO. As transações são sempre “on time” e autorizadas pelo cliente por meio de senha pessoal criptografada e atrelada ao número do celular do cliente, garantindo rapidez e segurança.

A Freeddom disponibiliza também um portal de relacionamento via web para os clientes acessarem as informações de suas contas. Em breve os usuários também poderão contar com outros serviços que já estão em fase de desenvolvimento como o pagamento de contas, recarga de celular e pagamento de impostos, todos por meio do próprio aparelho celular.

O serviço está disponível a todas as operadoras locais - ao todo quatro - e o UBA acredita que em seis meses cerca de quatro milhões de pessoas utilizarão o serviço. Hoje, há três soluções similares implantadas no continente africano sendo utilizados por mais de 20 milhões de pessoas, segundo informações das operadoras locais, e todos concordam que essa é uma tendência que vai se espalhar rapidamente pelo território.

Fonte: No Varejo 



Estudo da GfK destaca que no Brasil o gasto com brinquedos não passa de R$ 106 por ano. Ou seja, cinco vezes menos do que a média mundial... e muito a ser explorado.

Apesar desta constatação, o mercado brasileiro de brinquedos também segue na contramão do mundo, se for levado em consideração que o País cresceu 15,6% em faturamento no ano de 2012, contra uma tendência de queda em países como a França, Espanha ou Portugal. 

Os dados fazem parte de um panorama traçado pela GfK - quarta maior empresa de pesquisa de mercado do mundo - sobre “Tecnologia e Entretenimento no Brasil - O que Busca o Consumidor Brasileiro?”, apresentado na última semana.

“Mesmo com a retração europeia devido à crise econômica e a diminuição da população infantil na Europa, ainda é gritante a importância que se dá aos brinquedos lá fora. Quando dividimos o faturamento do setor pelo número de crianças, vemos que no Brasil o gasto anual é de R$ 106 com brinquedos, cerca de um sexto do que gasta o alemão, o britânico, o francês ou o italiano. Isso mostra a incrível oportunidade que há por aqui”, explica Oliver Römerscheidt, gerente de unidade de negócio da GfK.

Perspectivas para o mercado infantil
A análise indica também que a maior concentração de brasileiros atualmente está na faixa dos 20 aos 65 anos. Ou seja, adultos que compram brinquedos para os que têm entre 0 e 14 anos. Esse público infantil já corresponde a 24% dos habitantes no País, ou 46 milhões de pessoas... a mesma população infantil da Alemanha, França e Inglaterra somadas.

Com relação ao faturamento do mercado brasileiro de entretenimento infanto-juvenil, a auditoria apontou que houve um salto na cifra de R$ 5,2 bi em 2011 para R$ 6,5 bi em 2012. Desse montante, só o segmento de brinquedos tradicionais respondeu, no ano passado, por R$ 4,82 bi, seguido por consoles de videogame (R$ 0,94 bi) e jogos de videogame (R$ 0,64 bi).

“Por mais que outubro, com o Dia das Crianças, e dezembro com o Natal, sejam muito fortes para as vendas de vídeo games, esses também são períodos de grande força para o mercado tradicional de brinquedos. E é interessante constatar que cada vez menos o Brasil depende dessas duas datas. Enquanto aqui 25% das vendas de brinquedos se concentraram na época do Natal, em países como a Espanha esse índice bate a casa dos 51%”, comenta Oliver.

Um cenário regional
Metade da população infantil brasileira vive no Nordeste (24%), Norte e Centro-Oeste (25%). Apenas 12% se concentram na Grande São Paulo e Grande Rio de Janeiro. Apesar do cenário, o Nordeste responde por apenas 12% das vendas para habitantes com idade entre 0 e 14 anos, enquanto as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro somam 35,5% do faturamento.

“Há um desequilíbrio muito grande, mas também a chance de expansão para esses mercados. O faturamento na região Nordeste com brinquedos cresceu quase 30% entre 2011 e 2012, enquanto no Norte e Centro-Oeste subiu 28%”, ressalta Oliver.

Em todo o País, os brinquedos mais consumidos foram os bonecos tradicionais (21,7%), itens de esporte e lazer como piscinas e bolas (15,4%), brinquedos infantil e pré-escolar (14,2) e veículos/carrinhos de brinquedo (13,2%).

A procura por produtos licenciados
Chama a atenção na pesquisa o aumento de licenças para brinquedos. As crianças “antenadas” (com acesso a muitos canais de TV por assinatura, tablets e internet) querem ter os personagens famosos que já conhecem do mundo digital. Em 2011, os brinquedos licenciados representavam 22,9% do mercado de brinquedos, mas esse número saltou para 24,5% em 2012. 

“A força das licenças deve se manter, mas outra tendência bem forte é a dos smart toys, que têm a tecnologia como principal meio de entretenimento. E é isso que a geração digital deseja: a convergência entre o real - o brinquedo tradicional - com o mundo digital”, conclui Oliver.

Fonte: GfK



Alfredo Pinto*

Em muitas empresas, esses males vêm desde a alta gestão e chegam até os funcionários da linha de frente. As pessoas sabem que muitas decisões importantes demoram muito para ser tomadas, não atingem o resultado esperado ou, por razões diversas, não se transformam em ações efetivas. São essas as queixas mais comuns no ambiente corporativo.

Mas tomar a decisão errada é apenas um sintoma. A melhor maneira de enfrentar essa situação é identificar a origem do problema e corrigi-lo. Sua empresa está com algum destes males na hora de tomar decisões?

1|Visão turva. Em algumas organizações, as pessoas não têm acesso ao contexto completo para a tomada e execução de decisões importantes. Elas não sabem que rumo tomar, muito menos como tomá-lo.

2|Dupla personalidade. Há uma visão, uma perspectiva... mas as pessoas interpretam de formas distintas ou não concordam com a visão. Por exemplo: uma empresa britânica de varejo desenvolveu um plano ambicioso para abertura de lojas. Mas as várias áreas da empresa - compras, design de lojas, operações etc. - tinham ideias diferentes sobre como conduzir o que foi planejado. O resultado: decisões paralisadas e demora no lançamento.

3|Decisão travada. A empresa se esforça, mas nada acontece. As operações europeias de uma empresa automobilística quase foram à falência e, ainda assim, seus carros continuavam pouco competitivos e atrasados em relação ao mercado. Tudo isso por uma única razão: o departamento de desenvolvimento de produtos acreditava ter o que havia de mais moderno em recursos disponíveis para os carros, enquanto o departamento de marketing discordava. Resultado: decisão travada e nada era executado.

4|Estrutura disfuncional. A estrutura da organização impede que seja tomada a melhor decisão e trava a execução do plano. Uma empresa de aluguel de automóveis na Europa era organizada por países. Mas, como oferecer serviços “sem fronteiras” aos altamente rentáveis clientes que viajavam por todos esses países se a empresa funcionava como estruturas regionais separadas?

5|Paralisia nos processos. Processos tendem a parar porque ninguém os desenhou com foco nas decisões importantes. Em uma empresa farmacêutica, o time de desenvolvimento de produto gastava um esforço enorme em análises clínicas detalhadas de todas as drogas antes de chegar a um estagio final. Finalmente, alguém percebeu que poderia inverter a ordem e só fazer as análises detalhadas para as drogas aprovadas nas outras etapas.

6|Confusão de informações. As informações necessárias para tomar decisões importantes não estão disponíveis no momento ou na forma correta. Por outro lado, os tomadores de decisão são inundados com mais dados do que eles poderiam decifrar e usar.

7|Incentivos errados. Medidas e incentivos que não reforçam boas decisões. O fracasso que ocorreu em Wall Street em 2008 é um exemplo: muitos traders receberam bônus desproporcionais por decisões que podem destruir o valor de suas empresas no longo prazo.

8|Deficiência de talentos. Posições importantes para as principais decisões não são ocupadas por pessoas com a experiência e competências necessárias. Uma empresa de telecomunicações em situação difícil percebeu que apenas 40% de suas posições críticas eram preenchidas por talentos, e apenas 30% de seus melhores gerentes estavam em postos-chave.

9|Comportamentos desalinhados. Líderes minam a eficácia de tomada de decisão e execução, muitas vezes involuntariamente. O CEO de uma grande empresa de produtos de consumo reestruturou a organização em torno de uma nova visão e missão globais. Mas muitos diretores regionais continuaram a operar da mesma forma que antes, pondo os interesses locais em primeiro lugar.

10| Colapso cultural. A organização não estabeleceu uma identidade e continua seguindo em frente. As decisões desaparecem em uma cultura disfuncional. No fim de 1990, uma empresa de tecnologia para energia e automação teve dificuldade com quase todas as decisões importantes, inclusive em propostas de grandes negócios. As muitas unidades da companhia seguiam suas próprias prioridades e disputavam entre elas. Alguns gerentes respondiam a três, quatro, até cinco chefes, e tinham de obter aprovação de todos eles nas principais decisões.

Todos esses males podem ser tratados. O remédio, na maioria das vezes, é aprimorar os processos de decisão, atribuindo funções de decisão claras e, então, criar um ambiente que dê suporte às grandes tomadas de decisão e execução.

Mesmo um colapso cultural, responde bem aos tratamentos certos. Essa mesma empresa de tecnologia para energia e automação eliminou uma camada de gestão e centralizou a prestação de contas de lucros e perdas. Formou uma liderança forte e coesa, alinhada em torno de objetivos bem definidos, comunicados e compreendidos. Em 2007, a companhia estava de volta ao caminho certo, com preço das ações e valor de mercado cinco vezes maior que antes.

* Alfredo Pinto é Partner no escritório da Bain & Company 
em São Paulo, graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade
 Estadual de Campinas (Brasil), e possui MBA pela 
The Anderson School da University of California, Los Angeles (EUA).




terça-feira, 2 de julho de 2013

Até parece




Aumento da renda feminina e do poder de consumo da classe C são alguns dos fatores para o crescimento do setor. 

Uma pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) revela que as franquias voltadas à prestação de serviços femininos e venda de produtos de beleza estão em ascensão no mercado, nos últimos anos. De acordo com dados da entidade, essa fatia do varejo demonstrou um crescimento de 21,4% em seu faturamento, considerando os anos de 2011 e 2012 - enquanto a quantidade de franqueados cresceu 16% no ano passado.

“O aumento da renda das mulheres e a ascensão da classe C são alguns dos fatores que contribuem para o crescimento do segmento de serviços femininos no Brasil”, analisa Thiago Samuel, presidente do grupo TS Franquias, que dirige e planeja a expansão de negócios em todo o território nacional, principalmente de franquias destinadas a serviços de beleza. "A variedade de serviços especializados em beleza também se revela um fator determinante do crescimento desse segmento", completa o presidente do grupo, que ainda informa sobre a inauguração de duas novas redes nesse ano, como a Depilrica - que oferece um método italiano para depilação.

Mais de 400 unidades até o fim do ano
Entre as franquias de maior sucesso entre o público feminino está o SPA das Sobrancelhas (Centro Especializado em Embelezamento do Olhar), que pertence à TS e oferece serviços de designs e colorações de sobrancelhas e cílios. A rede, atualmente, tem 250 unidades distribuídas em todos os estados do país, além de prever a inauguração de mais 200 até o fim desse ano.

“Um dos grandes diferenciais do SPA das Sobrancelhas é a exigência de uma estrutura simples para a operação. Um espaço físico a partir de 25 m² já permite ao franqueado montar a estrutura do seu negócio”, conta Samuel. De acordo com a empresa, o faturamento mensal médio de cada franqueado do SPA é de R$ 25 mil e retorno do investimento é obtido entre oito e 10 meses.

Já a rede Nails Beauty Brasil aposta em serviços expressos de alongamento e esmaltação de unhas com produtos à base de gel. A franqueadora está no país há cerca de dois anos e conta com 29 franquias alocadas nos principais shoppings da capital e grande São Paulo, em forma de quiosques. De acordo com a empresa, o preço aproximado do investimento total inicial é de R$ 50 mil, que está dividido em: R$ 20 mil de taxa de franquia, R$ 5 mil para formação e apoio, R$ 10 mil para instalação do quiosque e R$ 10 mil para equipamentos e capital de giro, além de 2% do faturamento. O retorno é obtido em cerca de um ano e o faturamento mensal médio é de R$ 30 mil.

Investimento acessível, retorno rápido
Para o consultor de franquias Paulo Azevedo, além dos resultados animadores do setor, os microempresários também contribuem para o crescimento desses tipos de franquias. Isso porque, o valor do investimento inicial costuma estar dentro do estimado pelos pequenos e médios empreendedores.


“Esse modelo de negócio vem se consolidando no mercado há algum tempo, pois o investimento necessário é relativamente pequeno - algo em torno de R$ 50 mil, e o retorno acontece, geralmente, em menos de um ano”, explica Azevedo, que também é o responsável pelo desenvolvimento da franquia Unhas Fast – uma rede que oferece serviços expressos de manicure e pedicure. A Unhas Fast tem, atualmente, três unidades em Goiânia e duas na Barra da Tijuca.

Informações para franqueados:
SPA das Sobrancelhas: (35) 3232-1127
Nails Beauty Brasil: (11) 4372-4629
Unhas Fast: (62) 3089-0696




Marcas nas frutas dispensam adesivos, que podem descolar facilmente e gerar fraudes.

Como forma de aumentar a confiança dos consumidores em seus produtos, a empresa espanhola Laser Foods desenvolveu uma espécie de tatuagem para suas frutas, que substituem as etiquetas. O motivo é que os atuais adesivos (também usados aqui no Brasil) podem descolar facilmente, o que pode gerar fraudes.

Segundo a empresa, outra vantagem da tecnologia, que foi desenvolvida em 2009, é a economia com papel, tinta e cola, se comparada com as etiquetas tradicionais. É possível marcar qualquer texto, logotipo e, inclusive, código de barras diretamente no produto.

Mas, para ser aplicada, a nova técnica dependia ainda da autorização da União Europeia, que acaba de adequar sua legislação sobre aditivos alimentares. Isso porque a “tatuagem” utiliza pequenas quantidades de óxidos e hidróxidos de ferro, ou seja, compostos químicos. Resultado: a EU liberou o uso da técnica, mas apenas em frutas com cascas não comestíveis: melões, romãs e espécies cítricas, como laranja, limão e tangerina.

A própria empresa diz que a tatuagem não faz nenhum mal a saúde, em seu site é possível ver tomates e maçãs com a marca, por exemplo. Basta aguardar algum estudo com a química usada na tecnologia e se outras empresas pretendem aderir à moda.

Via Super Interessante



Dados de clientes têm o potencial de se tornar uma nova moeda.

Uma pesquisa revelada pela Amdocs, empresa fornecedora de sistemas e serviços voltados à experiência do cliente, mostra que 57% dos consumidores estão dispostos a compartilhar seus dados pessoais com suas operadoras em troca de vantagens e melhores serviços. Isso inclui informações como localização, nomes dos cinco principais amigos no Facebook e dados de familiares.

“Os resultados desta pesquisa indicam que o setor vinha superestimando a falta de disposição dos consumidores em compartilhar seus dados pessoais", diz Ian Parkes, da Coleman Parkes, empresa responsável pela realização da pesquisa. “Muitos consumidores estão dispostos e desejam fornecer as informações desde que recebam algo em troca de suas operadoras. Com a possibilidade adicional de compartilhar essas informações com outras empresas, os dados dos clientes podem se tornar um novo tipo de moeda no setor", acrescenta Parkes.

A pesquisa global contou com dados de 3.900 consumidores e suas principais conclusões foram:

Dentre os usuários do YouTube, Facebook e Instagram que foram entrevistados, mais de três quartos (77%) não se importam com questões relacionadas à privacidade, 64% confiam em suas operadoras e 74% teriam alguma resistência em compartilhar suas informações de consumo em troca de melhores preços nos planos.

As operadoras podem tirar proveito da confiança dos clientes: com mais da metade dos consumidores (56%) considerando suas operadoras confiáveis, elas se encontram na posição de lançar novos modelos de serviço, inclusive vendendo os dados a outras empresas.

Fonte: Portal do Varejo



O atendimento ao cliente demanda estratégias das empresas para adequação ao decreto.

O  e-commerce  está cada vez mais em alta no Brasil. Isso porque as pessoas estão comprando mais e procurando meios mais cômodos para realizarem suas compras. Desta forma, novas regras também estão sendo aplicadas às vendas  on-line  e atingindo de certa forma o setor de  contact center.

Essas novas regras fazem parte do Decreto 7.962/13, divulgado no mês de maio último, que coloca normas específicas para o  e-commerce, tendo como objetivo principal diminuir os conflitos entre empresa e consumidor, além de melhorar a comunicação entre as partes.

Considerando que é esperado um crescimento de 35% neste ano no mercado de e-commerce, de acordo com uma sondagem do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), podemos concluir que estas normas vieram em boa hora, pois, nada melhor que um bom atendimento para atrair mais clientes.

Porém, as mudanças não são tão simples e fáceis. Um exemplo são as pequenas empresas que não contam com o setor de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e tem que apostar em investimentos paralelos, como o uso de robôs com inteligência artificial para poderem dar o suporte 24 horas exigido pelo novo decreto. Até para as grandes corporações não é um processo automático, embora elas já tenham uma estrutura de  contact center  preparada para atender da melhor forma e com tecnologias aplicáveis as novas regras.   Mas outros quesitos devem ser reformulados e exige custos, como o caso das reformas dos  sites  que deverão oferecer mais informações sobre as compras e os produtos.

De acordo com o presidente do IDV, Fernando Castro, o varejo deve investir R$ 20 bilhões ao longo do ano em sistemas de informática, logística e distribuição, pesquisa, marca, infraestrutura e novas lojas.

Hoje muito dos problemas das compras  on-line  estão relacionados a tecnologia, que também mostra que mais recursos devem ser investidos na área. Isso porque, segundo uma pesquisa lançada pela Global Online ShopperReport, da WorldPay, mostrou que o Brasil é o terceiro país que mais consome produtos via  web, gastando 27% da sua renda com produtos vendidos nos  e-commerces. Esse número tende a crescer ainda mais e o  contact center  deve estar preparado.


Com o mercado aquecido cada vez mais cresce a procura por profissionais de contact center. No Brasil este número já chega a 514 mil pessoas atuando no segmento, sendo 310 mil só no Estado de São Paulo e ainda faltam profissionais.


Em uma pesquisa feita este ano com 1.407 consumidores e 453 profissionais de TI de oito países, incluindo o Brasil, pela Interactive Intelligence Group Inc., mostrou que o 59% destes preferem o relacionamento com profissionais de  contact center, sendo que   destes 65% valorizam   do fato de que a empresa já tenha seu histórico. Isso mostra que, embora surjam novas formas de relacionamento empresa/cliente, esse contato mais pessoal proporcionado pelo  contact center  e o banco de dados, que facilita tanto para o consumidor como para as corporações, ainda é o meio mais adotado e deve ganhar destaque especial.

Para ajudar nesse processo, a tecnologia  mobile  mudou o perfil do consumidor, tanto no que diz respeito às compras como à comunicação. Hoje ele passou de mero comprador para fiscal dos seus direitos. E isso exige mudanças também nas ferramentas tecnológicas e na política de relacionamento.

Dentro disso, o decreto pode ser de grande auxílio àquelas pequenas empresas, que ainda não adotaram um sistema de  contact center, e é claro melhorar ainda mais os das grandes empresas que estão sempre na vanguarda.

Com todos estes dados não dá pra ficar alheio às mudanças dentro do setor de  e-commerce. Agora é pensar na melhor estratégia e tecnologia para atender bem seus clientes através do  contact center.

*Por Carlos Carlucci, country manager da Vocalcom Brasil - empresa 
especializada em soluções para contact center



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Se você deixar o coração bater sem medo








Apesar da queda, média geral indica crescimento de 2% no primeiro trimestre.

O Consumer Insight, estudo realizado pela consultoria Kantar Worldpanel, indica que as classes C e D compraram menos no primeiro trimestre do ano, em relação ao  mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, o índice de consumo no setor de bens não duráveis relacionado a essas classes caiu 3%. Já nas classes A, B e C, os índices tiveram alta de 4%, 4% e 6%, respectivamente.

A prova de que essa queda foi provocada pela inflação é que, no mesmo período, apesar de terem comprado menos, os consumidores gastaram em média 7% a mais do que no ano passado. As demais classes também registraram altas, sendo que a maior delas é a da C, de 15%, enquanto A e B registraram 13%.

“Em 2012, essa parcela da população foi a responsável pelo crescimento do consumo. Se não fosse por ela o Brasil teria enfrentado uma estagnação, ou até mesmo uma queda”, analisa Christine Pereira, diretora comercial da Kantar Worldpanel. Ainda de acordo com ela, as ações do governo contra os efeitos da inflação ainda não surtiram o efeito desejado.

Fonte: Supermercado Moderno



O CEO do WPP, Martin Sorrell, demonstrou certa preocupação a respeito da extensão dos prazos de pagamentos dos clientes para suas agências, em entrevista concedida ao Advertising Age. Sorrell criticou a atitude, argumentando que as agências não são instituições bancárias. “Não é um sistema bancário que oferece condições de pagamento, com juros baixos, por exemplo”, disse.

No entanto, as agências que aceitam esses termos, podem contaminar a indústria de certa forma, induzindo outros clientes a seguirem o mesmo exemplo de grandes anunciantes, como a P&G - que anunciou em maio que esticaria o tempo que leva para pagar suas agências para 75 dias.

Fonte: Meio e Mensagem

COMENTÁRIO
É necessário colocar os pontos nos “is”, na tentativa de alguns grandes anunciantes  mundiais, como a P&G e outros, em ampliar os prazos para pagamento dos serviços de publicidade, para 60, 75 e até 90 dias, numa demonstração evidente de abuso econômico. No Brasil os prazos são de 21 dias da autorização para produção, de 20 a 30 dias da autorização para criação e planejamento (para os que ainda cobram isso… todos têm o direito, poucos tem a coragem) e 15 dias fora o mês para investimentos em mídia.

Resta, agora, que outros presidentes dos maiores grupos de publicidade do mundo tenham a mesma coragem de Mr. Sorrel, da WPP.



Flávio Carvalho*

Não resta dúvida que o Facebook é a rede social de maior abrangência e maior sucesso.  Ao contrário de outras redes sociais de nicho, como o Linkedin e o Twitter, o Facebook é generalista.  Lá é comum misturarmos amigos de infância, colegas de trabalho, familiares, conhecidos distantes.  E todos compartilhando fotos, vídeos, localização e muita informação pessoal.  A privacidade realmente está com seus dias contados.

É natural, portanto, que o Facebook se torne o meio predileto para a propagação de vírus, worms e malware em geral.  E com um agravante: o meio tradicional de propagação deste tipo de malware é o e-mail, que claramente é pouco utilizado por crianças e idosos.  Já o Facebook é largamente utilizado por estes grupos, além de pessoas com pouca experiência em utilização da internet, que consequentemente, são mais propensas a acreditar em falsos vídeos que via de regra embutem malware.

O ano de 2013 mal começou e já vimos um vírus se espalhando com grande sucesso entre os usuários do Facebook no Brasil.  Nós o vimos como um vídeo, postado por algum de nossos amigos, com o título: aposto que você não pode ver esse vídeo por mais de 20 segundos. Os que clicaram, baixaram uma extensão de browser, que seria utilizada para envio de spam e ainda ajudaram o vírus a se propagar, compartilhando o vídeo entre todos os seus contatos.  Note que o tal “vídeo” vinha de um site totalmente desconhecido na Argentina.  Alguém com um pouco mais de experiência desconfiaria e não clicaria em algo assim.  Recomendo só clicar em vídeos que tenham como origem a própria ferramenta de vídeos do Facebook, o YouTube ou o Dailymotion).

Em 2012, um falso botão “Dislike” iludiu mais de 8.000 usuários do Facebook somente no Brasil. Para habilitar o falso botão era necessário aceitar um aplicativo falso, que na verdade embutia o malware.   Já escrevi sobre isso e reitero: todo cuidado é pouco com os aplicativos para Facebook.  Eu pessoalmente não uso nenhum – e não acho que esteja perdendo nada.  Só aceite um aplicativo ou jogo se souber realmente sua origem e segurança.

É importante também estar atendo aos encurtadores de URL, muito comuns no Twitter, mas desnecessários no Facebook.  Como não há o limite de 140 caracteres nessa rede, o uso de encurtadores de URL somente aumenta o risco de que o link seja na verdade um phishing.

Um outro detalhe importante: o Facebook não é a sua fonte de notícias em tempo real.  Não clique em vídeos ou links para eventos catastróficos e informações “em primeira mão”.  O mais provável é que seja conteúdo falso.  Verifique nos sites de notícias, jornais, canais de TV, grandes portais.  Seja prudente.  O risco é real: você pode ter seus dados pessoais roubados (como dados bancários), pode ter seu computador transformado em fonte de envio de spams e mesmo ter o controle sobre o computador tomado por redes de hackers que os utilizam para ações de negação de serviço.

Se possível, utilize um browser somente para acesso a bancos e para quando for fazer compras na Internet e outro somente para as redes sociais.  E não seja inocente, clicando em qualquer coisa.  Take care!

*Flávio Carvalho, Diretor de Serviços da Arcon Serviços Gerenciados 
de Segurança, veiculado em Adnews




O fato narrado abaixo é real e aconteceu em um curso de Engenharia de uma das maiores escolas de engenharia do país. Acabou tornando-se logo uma das ‘lendas’ da faculdade.

Na véspera de uma prova, 4 alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar juntos.

Faltaram a prova e então resolveram dar um ‘jeitinho’.

Voltaram à faculdade na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda.

Então, dirigiram-se ao professor:
- Professor, fomos viajar, o pneu de nosso carro furou, não conseguimos consertá-lo porque o pneu estepe não estava bom, tivemos mil problemas e, por conta disso tudo, nos atrasamos, mas gostaríamos de fazer a prova.

O professor, sempre compreensivo:
- Claro, vocês podem fazer a prova amanhã.

E assim foi feito.

Os rapazes correram para casa e racharam de tanto estudar, na medida do possível.

No dia seguinte, na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente, sem qualquer meio de comunicação com o mundo externo e entregou a prova.

Primeira pergunta, valendo 0,5 ponto: Escreva algo sobre ‘Lei de Ohm’.

Os quatro ficaram contentes, pois haviam visto algo sobre o assunto.

Pensaram que a prova seria muito fácil e que haviam conseguido se dar bem.

Segunda e última pergunta, valendo 9,5 pontos:

Qual pneu furou?

E aí? O que acha dessa história quando comparada ao que vivemos em nosso país?

Está na hora de darmos um jeito nisso tudo. Concorda?



Eduardo Souza Aranha *

Ao longo das últimas décadas, a Mala Direta ganhou status de mídia eficaz no Brasil. Graças aos seus atributos diferenciados de comunicação, bem explorados por uma geração de profissionais com forte qualificação criativa e técnica.

A profissionalização do e-mail marketing, novo player da comunicação direta, incorporou benefícios, até então exclusivos da mala direta: segmentação, personalização e sequenciamento. Além disto, o e-mail marketing a superou em termos de velocidade, mensurabilidade e custo.

Do ponto de vista da estratégia de comunicação, a mala direta continua a ser a mídia poderosa para abrir o diálogo com os clientes ou para estabelecer o primeiro contato de venda com os prospects. Além da sua comunicação ter maior poder residual, importantíssimo na visão de longo prazo para a construção e manutenção da imagem de uma marca. Todavia, o orçamento total de uma campanha de e-mail marketing é invariavelmente menor do que da mala direta. Pode se argumentar, que esta visão é limitada. O que interessa é a relação custo benefício. Isto é, quanto cada R$1,00 investido em uma campanha, via e-mail marketing ou via mala direta, gera em termos de retorno financeiro, seja em vendas, seja em retenção de clientes, seja em venda cruzada, seja em relação ao objetivo de marketing que se tiver.

Durante muitos anos, fui presidente do júri do Prêmio ABEMD, a principal premiação da área. A minha constatação é que no Brasil, via de regra, não se mensura o retorno de uma campanha de mala direta com o rigor necessário para a sua correta avaliação. Especialmente, quando a campanha gera leads para a força de vendas. Acrescente-se, a clara dificuldade enfrentada pelas empresas em avaliar o seu resultado, quando a campanha envolve outras mídias. Estas dificuldades ocorrem, muitas vezes, pela ausência de uma plataforma confiável de CRM.  Resultado: há uma tendência majoritária de basear a decisão em selecionar a mala direta ou o e-mail marketing, em função do orçamento da campanha. Isto é, pelo custo de atingir o target e não pelo retorno financeiro proporcionado pelo target atingido. Consequência, a sensível redução do uso da mala direta no mercado nacional. 

Lá fora, nos principais fóruns globais de comunicação, a mala direta continua a ser incentivada como ocorre no Festival de Cannes, na American Marketing Association e por outras instituições. 
Exemplo de esforço pelo seu uso é dos Correios americanos, a USPS. Mantém esforço permanente em difundir os benefícios e as técnicas da mala direta, em um país no qual esta mídia atingiu a sua plenitude. Na Alemanha, o Deutsche Post, líder mundial de serviços postais, se destaca por ser um grande facilitador do uso da mala direta. E, assim se observa em outros países.

Agora, o que se constata no Brasil? 
A dificuldade de se recomendar o uso da mala direta, agravada pelo que se viu nestas últimas semanas. A perda de inúmeras campanhas tragadas pela recente greve, levando seus anunciantes a perdas financeiras reais. Subjugada pela pressão de sindicatos, a empresa de Correios se viu obrigada a interromper parte significativa dos serviços postais por um mês.

Imagine, por absurdo, se as emissoras de televisão entrassem em greve por 30 dias. O que aconteceria com o mercado anunciante?  O mínimo seria a perda de credibilidade na mídia televisa. O sentimento não difere em relação à mala direta. A diferença é que não se trata de um fato episódico, mas a dura realidade de uma greve que se tornou rotina ano após ano. A frustração ao se constatar que a instituição “mais admirada do país” se tornou “massa de manobra”. 
Veja a matéria publicada em O Globo de 11/10/11: ”A greve em dado momento teve contorno inequivocamente político', disse o presidente do TST, o ministro João Oreste Calazen, durante o julgamento do dissídio coletivo que determinou o fim da greve. O presidente do tribunal disse que, em determinados momentos, parecia que os trabalhadores da empresa que estava se fazendo a 'greve pela greve', já que boa parte das reivindicações tinha sido atendida nas últimas negociações”.

Então nos deparamos com restrições preocupantes ao uso da mala direta no Brasil: perda da confiabilidade no seu principal fornecedor, falta de cultura de mensuração e visão de curto prazo na seleção da mídia de comunicação direta.

A visão de mídia hegemônica não tem consistência histórica

Durante a forte expansão do mercado televiso brasileiro no final da década de 60 e início da década de 70, muitos arautos previram o domínio total da televisão e o desaparecimento do rádio, como mídia. Estas previsões apocalípticas se repetiram com a explosão da Internet, quando se decretou o fim da mídia impressa. Basta analisar os recentes relatórios de análise de mídia, como o Projeto Inter Meios da conceituada revista Meio&Mensagem, para se concluir que a participação da mídia impressa continua crescendo no bolo publicitário nacional.

Assim, a visão de mídia hegemônica não tem consistência histórica. Isto significa que deverá haver espaço para a mala-direta, independente da expansão da utilização do e-mail marketing. O que estará em jogo será o tamanho do espaço a ser ocupado pela mala-direta, que dependerá, entre outros fatores, de:
  1. Evolução do mercado para assegurar a maturidade técnica na seleção das mídias diretas.
  2. Maior rigor dos gestores de marketing na avaliação dos resultados das campanhas, expandindo a visão para todo o pipeline de marketing. Do disparo da primeira peça de comunicação, da reação do target, da avaliação de cada mídia ao resultado final.
  3. A difusão do uso de ferramentas de CRM, contendo as funcionalidades cada vez mais poderosas do gestor de campanhas.
  4. Uso intenso da automação de marketing para simplificar e facilitar o sequenciamento das peças de mala direta e de e-mail marketing, especialmente, nas ações vinculadas às réguas de relacionamento.
  5. Formatos inovadores aumentando a capacidade de incitamento do target à leitura e ao desejo de conhecer o conteúdo da mala direta.
  6. Novos conteúdos cada vez mais integrados à comunicação online com elevada pertinência ao perfil do target.
  7. A melhoria contínua da qualidade e da gestão de banco de dados, permitindo maior eficácia para a mala direta.
  8. Maior aprofundamento na metodologia e nas técnicas de mensuração de resultados, nos cursos de formação de profissionais de marketing e comunicação.
  9. Aperfeiçoamento das premiações de marketing direto para oferecer maior destaque às campanhas de mala direta e às integradas ao e-mail marketing.
  10.  O resgate dos Correios, como a empresa de excelência da gestão pública brasileira e, livre do seu uso para fins políticos.
 Eduardo Souza Aranha  é conselheiro da ABEMD e membro 
da Academia Brasileira de Marketing




Foto maravilhosa de João Castela Cravo



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...